domingo, 5 de junho de 2016

GIBIS ANTIGOS (CLASSIC COMICS) - ALMANAQUE DE MINDINHO OS PERIGOS DE PAULINA (THE PERILS OF PAULINE) / 1978 EBAL


ALMANAQUE DE MINDINHO OS PERIGOS DE PAULINA / 1978 EBAL - É nesta publicação de 52 páginas, e através da Editora Brasil-América (EBAL), que Pernalonga e sua Turma foram apresentados ao público leitor mirim no Brasil, trazendo em suas páginas, uma galeria de personagens mundialmente famosos! Mas durante sua trajetória longa pela Editora Brasil-América, os almanaques anuais além de serem uma atração à parte, pela quantidade maior de páginas, e apresentando uma galeria muito maior de personagens numa única edição, também surpreendeu publicando em duas ocasiões, 1978 e 1980, o já famoso e aguardado ALMANAQUE DE MINDINHO, uma personagem até então, desconhecida da maioria dos leitores, e que não faz parte dessa turma de Looney Toones, era a vez do público conhecer em quadrinhos, Paulina, famosa nos seriados e filmes do Cinema e televisão! Na verdade, alguns títulos ou até muitos deles publicados pela EBAL, acabaram esquecidos ou se perdendo no tempo e na memória de muita gente, permanecendo vivo mesmo, somente através dos colecionadores de quadrinhos ou leitores que não se satisfaziam somente através da leitura, mas que buscavam por algo mais que fosse interessante ou diferente do tradicional, ou conhecido. Um desses casos, é justamente o almanaque aqui abordado, OS PERIGOS DE  PAULINA baseado no seriado de 1914, The Perils of Pauline, famoso por trazer a mocinha sempre em situações de alto grau de risco, sendo salva somente no último minuto, sempre pelo mocinho da vez. Os anos se passaram, e esse seriado ganharia um filme para cinema, paródia em desenho animado de "Os Apuros de Penélope", do estúdio Hanna-Barbera, e em quadrinhos, publicada pela Western Publishing Company, no começo da década de 1970, de onde veio o material dessa edição da Ebal. No seriado original, Paulina é herdeira de uma fortuna que está nas mãos do secretário de seu falecido pai, até seu casamento. Antes disso, ela quer aproveitar e viver algumas aventuras, ocasiões em que o vilão tenta causar “alguns acidentes” para ficar com todo o dinheiro para si. No gibi, o roteiro foi adaptado onde o ricaço pai de Paulina compra um jornal para que a garota tenha uma vida mais produtiva, trabalhando como repórter. Mas o chefe de Paulina acredita que, se ela sofrer algum acidente, o velho largará a empresa, que ficará com ele. Daí os “perigos” de Paulina. E na HQ, com um traço estilizado, algo caricato e tiradas das mais divertidas, tudo é um grande "clichê", tal qual os seriados das matinês de cinema, a mocinha bonita, porém ingenua, o mocinho bonzinho e um vilão malvado. Dois anos depois em 1980, a Ebal lançou mais uma edição com a personagem, sendo que nessa edição, ela dividia as páginas com outros personagens que mais tarde, ganhariam revistinha própria através da Abril, como a Bruxa Caxuxa (depois publicada como Birutéia), a coruja Caburé (e mais tarde lançada como Arquimedes), e a dupla Alceu e Roque (Alceu e Dentinho), além do trio Bufo, Bufão e Juru. Vale a pena recordar ou conhecer um pouco através de algumas páginas, de Os Perigos de Paulina pela EBAL em 1978.















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sábado, 4 de junho de 2016

GIBIS ANTIGOS (CLASSIC COMICS) FRAJOLA & PIU-PIU Nº 08 (SYLVESTER AND TWEETY) - 1964 EDITORA BRASIL-AMÉRICA (EBAL)


FRAJOLA & PIU-PIU Nº 08 (SYLVESTER AND TWEETY) - 1964 EDITORA BRASIL-AMÉRICA (EBAL) / De agosto de 1963 à junho de 1964, foram publicadas 11 edições pela EBAL, e por incrível que possa parecer, tendo em vista a facilidade de se obter videos, e gibis antigos da dupla ou da família Looney Toons da Warner Bros.; é de que encontrar edições publicadas entre 63 e 64 no formato americano dessa editora, não é uma tarefa tão fácil como parece. Ao menos este exemplar já encontra-se preservado no acervo TV A LENHA e que compartilho algumas páginas para vocês conhecerem. como de hábito da Ebal em suas publicações comuns, capa e contra-capa em cores, e páginas em preto e branco, num total de 36.









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GIBIS ANTIGOS (CLASSIC COMICS / BRAZILIAN COMIC BOOK) - JERÔNIMO, O HERÓI DO SERTÃO (JEROME THE HERO OF WILD LANDS) Nº 65 - 1962 RIO GRÁFICA EDITORA (RGE)


JERÔNIMO, O HERÓI DO SERTÃO Nº 65 - 1962 RIO GRÁFICA EDITORA (RGE) / Uma criação de Moysés Weltman em 1953, para a Rádio Nacional, e bastante influenciado pelo faroeste americano, mas acontecendo no sertão brasileiro, onde as terras despovoadas a todo instante, era alvo de facínoras, bandidos e políticos inescrupulosos querendo se apoderarem das terras brasileiras. Jerônimo em forma de radionovela ficou 14 anos no ar obtendo até seu final, a mesma audiência enorme de seus ouvintes fiéis. Devido ao enorme sucesso no rádio, a Rio Gráfica Editora (RGE), não perdeu tempo, e em julho de 1957, lançou Jerônimo em quadrinhos, escrita pelo seu criado e desenhada por artistas como Edmundo Rodrigues e Flávio Colin. De julho de 1957 à abril de 1965 foram 93 edições, além de 8 almanaques anuais à partir de 1958 até 1965, e 4 edições extras intitulada de "Peripécias do Moleque Saci". Em 1979, uma nova revista em cores foi publicada pela Bloch Editores, porém, durou apenas 3 edições, novamente desenhada por Edmundo Rodrigues. Talvez pela época, a nova geração não entendeu ou não aceitou muito a idéia de nosso país, possuir um herói sem poderes especiais, quando a disputa era muito maior pelo espaço de grandes personagens que já haviam se estabelecido no Brasil, do universo da Marvel e DC Comics, além de outras empresas, como a Harvey, King Features, etc. Em 1972, Jerônimo é adaptado para a televisão pela Rede Tupi. O protagonista foi interpretado por Francisco Di Franco, e o comediante Canarinho era o Moleque Saci e Eva Christian, a Aninha. Em 1972 também, a radionovela foi adaptada para o cinema, nesse filme Jerônimo foi interpretado por Adolpho Chadler (que além de atuar foi diretor e produtor do filme).Em 1984, Jerônimo ganhou um remake da TVS/SBT. E Francisco Di Franco interpretou novamente o herói, e a atriz Suzy Camacho interpretou Aninha. O remake não fez tanto sucesso como a versão anterior e foi encerrado em 1985. O SBT reprisaria novamente a novela em 1991, mas não obteve a audiência esperada.







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JORNAIS ANTIGOS (OLD NEWSPAPERS / PERIODICO / SUPLEMENTO / COMIC STRIP) - THE SPIRIT 1941 (THE BALTIMORE SUN JOURNAL - EVERY SUNDAY) / WILL EISNER


THE SPIRIT 1941 (THE BALTIMORE SUN JOURNAL - EVERY SUNDAY) / WILL EISNER / Tendo iniciado no dia 30 de março de 1941 todos os domingos no jornal The Baltimore sun, essa é a primeira história em tiras de jornal, publicada neste matutino na época, embora mais de 20 jornais publicaram suas histórias, inclusive sua estréia foi em 1940. alguns jornais que publicaram suas histórias: The Detroit News, Miami Beach Daily Sun, Minneapolis Star Journal, The Chicago Sun, Montreal Standard, Parkchester Review, Philadelphia Record, The Starledger, Sunday Mirror, The Sunday Star, etc. Aqui no Brasil, o personagem surgiu em publicações clássicas e disputadas ainda hoje entre colecionadores de quadrinhos, como Suplemento Juvenil, O Globo Juvenil, Gibi Semanal, Eureka e Grilo e teve publicações solo pelas editoras L&PM, NG, Abril, Metal Pesado, Acme e Panini Comics. Uma criação do cartunista Will Eisner, foi publicado pela primeira vez no dia 2 de junho de 1940 no suplemento dominical de 16 páginas conhecido informalmente como "The Spirit Section", distribuído para 20 jornais pelo Register and Tribune Syndicate com uma tiragem combinada que alcançava 5 milhões de exemplares a cada publicação e que continuou até 5 de outubro de 1952. Will Eisner trabalhou como editor, e também escreveu e desenhou a maioria das histórias. 


Citado por um dos jornais em que era publicado na época, o texto deixa bem claro ao leitor e futuro fã do personagem, que "The Spirit é um ser humano comum, passivo de acertos e erros, e talvez o único vigilante que combate o crime proveniente da verdadeira classe média", tinha como identidade o heróico jovem detetive Denny Colt. A idéia inicial para esclarecer o personagem aos leitores sobre o título, era a de um presumido morto nas primeiras três páginas da história inicial, onde Colt mais tarde, se revelou ao seu amigo, o Comissário de Polícia de Central City Dolan, explicando que estivera na verdade mantido em um tipo de animação suspensa causada por uma experiência do arqui-vilão Dr. Cobra. Quando Colt acordara no cemitério de Wildwood, estruturou uma base ali e, utilizando-se de seu anonimato, começou uma vida de luta contra o crime, vestindo apenas uma máscara domino, terno azul, gravata vermelha, chapéu fedora e luvas como disfarce. Spirit pratica a justiça com a ajuda de seu assistentes, o menino negro Ebony White (Ébano no Brasil), financiando suas ações com as recompensas pela captura dos bandidos. The Spirit era associado inicialmente, à cidade de Nova Iorque que depois foi mudada para Central City, mas suas aventuras são ambientadas em todo o globo. Seus inimigos são tipos excêntricos, malucos e mulheres fatais, a quem aplica sua própria justiça. 


As histórias mudaram continuamente, mas alguns temas permaneceram constantes: o romance entre Spirit e a filha do Comissário Dolan, a protofeminista Ellen; a história anual natalina ("Christmas Spirit"); e The Octopus (um mestre do crime criminoso psicopata que nunca foi visto, exceto as suas características luvas). Outros artistas que colaboraram sem créditos com o trabalho foram Jules Feiffer, Jack Cole e Wally Wood, que respeitaram a visão singular do autor para com o personagem. Entre as décadas de 1960 e 1980, o herói foi publicado pela Harvey Comics, e recebeu muitas republicações da Warren Publishing e Kitchen Sink Press. Nas décadas de 1990 e 2000, Kitchen Sink Press e DC Comics publicaram novas histórias do Spirit, de autoria de outros artistas. As histórias de The Spirit tinham sete páginas cada. As 16 páginas da seção do jornal normalmente incluíam mais duas tiras com quatro páginas cada (inicialmente Mr. Mystic e Lady Luck). A história mostrava semelhanças com Batman e Dick Tracy, com vilões coloridos e era contada em sequência rápida. Sua origem e a máscara negra lembra o popular Lone Ranger (Cavaleiro Solitário, ou Zorro como oi renomeado no Brasil devido a máscara). No processo de criação do personagem, Will Eisner sempre quis escrever coisas melhores do que super-heróis, dizia ele! As revistas em quadrinhos tinham sido um gueto. 



Eu vendi minha parte da empresa para meu sócio e então comecei The Spirit. Eles (os jornais na disputa pelo crescimento das revistas em quadrinhos / comic book) queriam um personagem heroico e uniformizado. E perguntaram se teria um disfarce. Eu coloquei uma máscara nele e disse: "Sim, ele tem um disfarce!". Sobre o personagem e o tipo de histórias, Eisner contou em 1978 que o desejo de escrever contos mais próximos da realidade, mesmo havendo possivelmente, vilões exagerados. Eu sempre respeitei os quadrinhos como uma mídia legítima, mas mídia. Criando um detetive, eu conseguiria um veículo adequado para o tipo de histórias que eu poderia melhor contar . O pessoal do syndicate não concordava comigo. Em minha primeira discussão com 'Busy' Arnold (dono de um jornal de Chicago), sua ideia se concentrava em um tipo de super-herói vestindo uma roupa uniformizada; nós não usávamos o termo "super-herói" naqueles dias e eu argumentei veementemente contra isto porque eu já tivera minha cota de criação de heróis uniformizados na Eisner and Iger. Daí numa noite, por volta das três da madrugada, quando ainda trabalhava tentando encontrar algo, ressaltando que eu tinha apenas duas semanas para produzir a primeira revista, pois todo o negócio foi muito rápido e urgente, imaginei um herói fora-da-lei, apropriado, eu achei, para os leitores adultos. 


O nome do personagem, conforme Eisner disse naquela entrevista, veio de Arnold: "'Busy' Arnold me ligou e sugeriu um tipo de fantasma ou alguma espécie de personagem metafísico. Ele disse: "Que tal uma coisa chamada The Ghost? E eu respondi: 'Não, não é nada bom' e ele continuou: 'Bem, então chamamos de Spirit; nada existe em volta'. Eu disse: 'Bem, eu não sei o que isso significa'. E ele retrucou: 'Bem, isso é com você. Eu apenas gosto das palavras "The Spirit". The Spirit tinha inicialmente oito  e depois sete páginas de uma série de um vigilante urbano contra o crime, acompanhado inicialmente das aventuras de "Mr. Mystic" e "Lady Luck", completando as 16 páginas do suplemento dominical (informalmente chamado de "The Spirit Section"), distribuído em 20 jornais cuja circulação combinada alcançava 5 milhões de exemplares. O lançamento foi em 2 de junho de 1940, e continuou até 5 de outubro de 1952. Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, Eisner foi convocado pelo exército, com apenas seis meses para resolver suas coisas. Na ausência do artista, o syndicate que comercializava seus quadrinhos passou a usar escritores e artistas fantasmas para continuar a história, entre eles Manly Wade Wellman, William Woolfolk e Lou Fine. Porém, muitos fãs acreditam que as melhores histórias são aquelas que Will Eisner escreveu e desenhou. 


O amarrotado e corajoso herói mascarado, que tinha sua base sobre a tumba de sua identidade de Denny Colt, supostamente morto, detalhava o cenário da cidade grande, refletindo e influenciando os filme noir da década de 1940. Em algumas aventuras o herói aparecia pouco, quase de forma incidental, enquanto a narrativa principal desenvolvia um drama da vida real passado nas ruas, nos cortiços dilapidados e nos quartos esfumaçados. Ainda que violento e passional, The Spirit trazia humor, sutil ou ostensivo. Ele era metralhado, feito de bobo, machucado, muitas vezes espantado e próximo da imobilidade e constantemente enganado por mulheres bonitas. Eisner desenvolveu um estilo cinematográfico; com o uso de sombras e ângulos diferentes de visão (inspiração tirada de Film noir). E desenhava de forma que o leitor se identificasse com o personagem. O título "The Spirit" era normalmente integrado ao fundo ou a paisagem da primeira página de cada série. comentar sobre o personagem, daria para escrever um livro, mas vale a pena deixar a postagem aqui, de outras fases das publicações dos quadrinhos e algumas curiosidades, como por exemplo nos anos 60, onde uma história de cinco páginas de Spirit, ambientada na cidade de Nova Iorque, apareceu como parte de um artigo de 6 de janeiro de 1966 no New York Herald Tribune. A Harvey Comics republicou muitas histórias de Spirit em dois álbuns gigantes, em outubro de 1966 e março de 1967, com novas capas de Eisner. A primeira dessas revistas de 60 páginas abriu com uma nova história de sete páginas recontando a origem de Spirit por Eisner (com a arte-finalização com ajuda de Chuck Kramer). Também novo foi o texto "An Interview With the Spirit", creditado a Marilyn Mercer; e duas páginas escritas e desenhadas por Eisner com o título "Spirit Lab: Invincible Devices". Sete tiras de 1948-1949 foram republicadas. A segunda revista abriu com uma história de sete páginas inédita escrita e desenhada por Eisner, "Octopus: The Life Story of the King of Crime", narrando pela primeira vez a origem do nêmesis de Spirit, The Octopus, bem como revelando seu nome (Zitzbath Zark). Também inédito foi o texto de duas páginas com o título "The Spirit Answers Your Mail", e duas páginas escritas e desenhadas por Eisner com o título de "The Spirit Lab: The Man From MSD". 


Foram republicadas sete aventuras do Spirit, de 1948-50. Nos anos 70, a Warren Publishing e mais tarde Kitchen Sink Press de Denis Kitchen republicaram muitas aventuras, primeiro em revistas de tamanho grande, em preto e branco (com eventualmente uma seção colorida), depois em formato trade paperback. As revistas receberam novas capas de Eisner. Duas novas aventuras foram escritas durante esse período: "The Capistrano Jewels", história de quatro páginas publicada na segunda revista da Kitchen Sink republicada em 1972; e "The Invader", com 5 páginas (republicada em The Will Eisner Color Treasury). A revista 30 da série da Kitchen Sink trouxe "The Spirit Jam", com um roteiro de Eisner a arte-finalização de algumas páginas, mais a contribuição de outros 50 artistas. Já nos anos 80, a Kitchen Sink Press republicou o trabalho de Eisner depois da guerra, em quadrinhos coloridos. Foi começada outra série para republicação das histórias iniciais; mas foram lançadas apenas 10 edições. Anos 90 e os posteriores, a Kitchen Sink também publicou uma série inédita de Spirit entre 1996-1997, incluindo contribuições de Alan Moore, Dave Gibbons, Paul Chadwick, Neil Gaiman, Joe R. Lansdale e Paul Pope. Em meados da década de 2000, DC Comics começou a republicar The Spirit cronologicamente, em tamanho menor do que as publicações de Kitchen Sink e Warren. A última aparição de The Spirit (produzida por Eisner) está em um número recente de The Escapist, publicação da Dark Horse Comics. A DC Comics lançou o exemplar único (one-shot) Batman/The Spirit em janeiro de 2007, com texto de Jeph Loeb e arte de Darwyn Cooke e J. Bone, que introduziu Spirit no Universo DC, apesar de uma breve aparição em Batgirl: Year One. A primeira revista da série The Spirit, escrita e desenhada por Cooke e arte-finalizada por J. Bone, estreou no mês seguinte. A publicação foi até o número 32 (agosto de 2009), com aventuras de 22 páginas em sua maioria. A série atualizou alguns conceitos, como a habilidade de Ellen com a Internet ajudando a resolver um caso, e Ebony White despojado de seus estereótipos raciais. Mark Evanier e Sérgio Aragonés foram os artistas regulares da série, e Mike Ploog e mais tarde Paul Smith providenciaram a arte-finalização. Em 2009, a DC licenciou o personagem novamente para o evento The First Wave, faziam parte desse universo: Doc Savage, Batman, Canário Negro, Falcões Negros, O Vingador, Rima, entre outros. Em 2013, IDW Publishing publicou uma minissérie em quatro edições: The Rocketeer & The Spirit: Pulp Friction, trata-se um crossover como personagens da série The Rocketeer de Dave Stevens. As quatro edições foram encadernadas em uma graphic novel de capa dura. Em 2015, a Dynamite Entertainment obteve os direitos para publicar novos quadrinhos, começando com uma história de Matt Wagner, "Who Killed The Spirit?" 


Uma curiosidade interessante sobre o personagem Ebony White, é de que Will Eisner, foi muito criticado pela criação do personagem, o parceiro afro-americano mirim de Spirit. O nome ("Ébano Branco") é um trocadilho racista em inglês e o desenho do rosto dele, com olhos brancos grandes e lábios rosados proeminentes, são típicos dos blackface, popular caricatura da era "Jim Crow". Eisner mais tarde admitiu estar consciente de ter estereotipado o personagem, mas disse ter feito isso com "responsabilidade". E argumentou que "o humor da época consistia em inglês falado incorretamente e diferenças físicas". O personagem era tratado com respeito pelos seus amigos coadjuvantes da série, indo além dos estereótipos conforme as publicações evoluíam. Eisner introduziu outros personagens afro-americanos como o Detetive Grey, que desafiava os estereótipos populares. Em 1966 New York Herald Tribune destacou o ex-gerente do escritório de Eisner e depois jornalista, Marilyn Mercer, que escreveu: "Ébano nunca atraiu críticas dos ativistas negros (de fato, Eisner foi congratulado por tê-lo utilizado nas tiras), talvez porque, apesar de fala dele ser própria dos personagens dos Minstrel Show, derivava-se na verdade de outras tradições literárias: combinava Tom Sawyer e Penrod, com um toque do herói de Horatio Alger, e a cor da pele realmente não tinha nada a haver. 



Para finalizar, algumas características dos principais personagens que contracenam nos quadrinhos do herói: "The Octopus" é o arqui-inimigo de Spirit. Ele é um gênio do crime e mestre dos disfarces cuja verdadeira face nunca foi mostrada, apesar de poder ser identificado pelas luvas características. Na segunda revista da Harvey Comics, Spirit, da década de 1960, é dito quer o nome dele é Zitzbath Zark. "P'Gell" é a femea fatla / mulher-fatal que permanentemente tenta seduzir Spirit e levá-lo para o mundo do crime ao lado dela. Ela seduz e casa com homens ricos que invariavelmente morrem de formas misteriosas. Com o dinheiro herdado criou um império do crime em Istambul e expandiu sua influência, controlando o submundo. Ela mudou para Central City para se encontrar com Spirit, mas continua com o modus operandi de selecionar casamentos para ampliar sua fortuna e tem como aliada Saree, a jovem filha de um de seus maridos falecidos. Na versão da década de 2000 da DC Comics, P'Gell era uma jovem socialite que amava um médico que trabalhava em países do Terceiro Mundo, voltando-se para o crime quando ele foi assassinado. "Sand Saref" é uma amiga de infância de Denny Colt, e sabe que ele é o Spirit. Trabalhando como espiã, ela costuma terminar do lado oposto da lei. Apareceu muitas vezes, sempre envolvida em algum esquema criminoso. "Silken Floss" é um físico nuclear e cirurgião, que age como comparsa de Octopus. 


"Dr. Cobra" é um cientista louco cujos produtos químicos e máquinas maléficas, ajudaram Denny Colt a se tornar o Spirit. "Mister Carrion" é um vigarista mórbido que tem como animal de estimação um abutre. "Darling O' Shea" é a criança mais rica e mimada do mundo. "Hazel P. Macbeth" é uma bruxa shakespeariana e aparente poderes mágicos. "Lorelei Rox", aparentemente uma sereia, surgiu em setembro de 1948 e depois nas histórias da DC Comics nos anos de 2000. "Silk Satin" é uma alta e escultural morena que usa uma faixa branca nos cabelos, criminosa que mais tarde se regenerou e trabalha como investigadora internacional da seguradora Croyd de Glasgow. Em histórias mais recentes, foi revelado que ela tem uma filha, Hildie, o que a motiva a permanecer no caminho correto. Nas histórias da DC Comics, ela é menor, mais magra e loira, e trabalha como agente da CIA. Enfim, você tem logo abaixo, na íntegra, as primeiras 8 páginas do herói publicadas no The Baltimore Sun Journal no dia 30 de março de 1941, com um The Spirit", com traços diferentes ao que muito leitor conheceu o herói em décadas mais recentes!


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quinta-feira, 2 de junho de 2016

GIBIS ANTIGOS (CLASSIC COMICS) - THE BLACK CAT (PANTERA NEGRA) Nº 01 - 1946 POCKET COMICS / SPEED COMICS / HARVEY COMICS / HOME COMICS INC.


THE BLACK CAT Nº 01 - 1946 SPEED COMICS / HARVEY COMICS / HOME COMICS INC. / Aqui no Brasil, foi publicada no "Novo Globo Juvenil", estreando em outubro de 1953 nas páginas brasileiras, e denominada de Pantera Negra (Linda Turner) é uma heroína de aventuras que teve inicio em 1941 publicada pela Harvey Comics, permanecendo até 1951, em formato de bolso. Houve reimpressões publicadas em meados dos anos 60 também. Na verdade, a personagem é reinvidicada pela família Harvey, por ter iniciado junto com a editora de Alfred Harvey, mas não há nenhuma evidência que aponte para tal afirmação. Inicialmente, as ilustraçoes foram realizadas por Al Gabrielle primeiramente, e também Pierce Arroz, Arturo Caseneuve, Bob Powell, Jill Elgin, Joe Kubert. Lee Elias, e por John Belfi, ocasionalmente. Ela atingiu a aceitação do público de imediato, principalmente pelo leitor masculino, a personagem teve tanta evidência nos anos iniciais, que ela foi classificada na 41ª  na lista Comics Buyer's Guide's "100 Sexiest Women in Comics", ou seja, num ranking de 100, ela foi a de nº 41 na classificação das mais sexy dos quadrinhos na época! Após o término desses exemplares, a heroína se destacou novamente, através da Speed Comics, já no formato americano, e com nome próprio, o que nem sempre ocorria anteriormente. Infelizmente, numa época em que várias publicações disputavam os leitores entre si, atravessando a época da guerra, recessão, crises governamentais e teorias da conspiração, o título foi alterado por diversas vezes, e o genero se modificando sem uma justificativa coerente para o público e leitor assíduo, como títulos "Black Cat Western", "Black Cat Mystery", e "Black Cat Mystic" ocorrendo uma confusão entre os fãs que não buscam um tema ou genero especifico, e sim, dentro de um mesmo exemplar, todos os tópicos sendo introduzidos conforme a ocasião. Independentemente de tudo isso, The Black Cat, ainda hoje é muito procurada nas lojas de "comics" no Reino Unido e América do Norte, sendo ítem importante para os colecionadores de plantão.









OBSERVAÇÃO: Gata Negra (Black Cat no original inglês) é também, o alter-ego da personagem de HQ da Marvel,  Felícia Hardy, e que NADA TEM A VER COM A ORIGINAL dos anos 40 e 50. Esta apareceu em 1979 pela primeira vez, em Amazing Spider-Man - Volume I, nº 194. Uma criação de Marv Wolfman e Keith Pollard. Após a morte de Gwen Stacy, das novas personagens femininas surgidas na vida do Homem-Aranha, foi a primeira candidata a namorada dele a fazer relativo sucesso. Na primeira aventura publicada no Brasil, seu nome foi Mulher-Gata. Depois foi trocado para evitar confusão com a vilã do Batman. Seu uniforme é todo preto, realmente baseado em uma "Gata Negra", tem cabelos brancos e compridos, e é uma bela jovem. Sua temática no nome e aparência refere-se ao fato de ser "gatuna", ou seja, ladra, notadamente de jóias. Mas esta é uma outra história de uma personagem também interessante, mas que ficará para uma próxima oportunidade...

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GIBIS ANTIGOS (CLASSIC COMICS) - SACARROLHA Nº 14 - RIO GRÁFICA EDITORA (RGE)


SACARROLHA Nº 14 / 1973 RIO GRÁFICA EDITORA E EDITORA ABRIL - Para quem tem mais de 40 anos, certamente ainda se lembra com carinho desse clássico que simplesmente desapareceu de tudo quanto é lugar, dos sebos, dos sites de leilão e até mesmo da internet, gibizinho raro e dos bons tempos de uma leitura saudável e sem compromisso! Uma criação de Primaggio Mantovi, um talentoso ilustrador e quadrinista nascido na Itália em 1945 e radicado no Brasil. Desenhista desde os 6 anos de idade, para imitar o irmão mais velho, Mantovi chegou ao Rio de Janeiro em 1954 e, após um rápido curso publicitário, começou a trabalhar na Rio Gráfica Editora, no ano de 1964. Inicialmente seu trabalho era retocar histórias estrangeiras e ilustrar anúncios. Devido ao seu talento e competência, passou a ilustrar e escrever histórias do caubói Allan "Rocky" Lane e, mais tarde, do Recruta Zero, de quem escreveu e ilustrou cerca de 40 histórias. Primaggio também produziu cerca de 200 capas para a editora. No ano seguinte, Primmagio transferiu-se para São Paulo e passou a colaborar com a Editora Abril. Após vencer um concurso interno para criação de personagens, Primaggio ganhou o direito de ter sua revista e um contrato de 3 anos. Em janeiro de 1972, com uma tiragem de 160 mil exemplares, foi lançado SACARROLHA nº 01, pela RGE, um palhaço que retratava a alegria e descontração do ambiente do circo. Um tremendo sucesso da garotada, pela RIO GRÁFICA EDITORA, foram 36 números, e 4 edições pela EDITORA ABRIL. Sacarrolha deixou de ser publicado, porque o mercado de quadrinhos começou a ficar cada vez mais crítico extremamente exigente, e produzir uma revista, apenas como satisfação pessoal, como era para ele, deixou de valer a pena, e ter uma compensação com o título. A curiosidade fica por conta de que SACARROLHA era produzido nas horas de folga!!! Infelizmente, encontrar exempalres desse simpático personagem, é quase uma missão impossível, mas os que guardo com carinho em meu acervo, tem sua preservação garantida até que alguma editora quem sabe, resolva  licenciar, colocá-lo em circulação novamente....









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