domingo, 27 de agosto de 2017

GIBIS ANTIGOS (CLASSIC COMICS) - ALMANAQUE DE ZORRO (THE LONE RANGER) - 1971 EDITORA BRASIL-AMÉRICA (EBAL)



ALMANAQUE DE ZORRO (THE LONE RANGER) - 1971 EDITORA BRASIL-AMÉRICA (EBAL) / Num total de 20 almanaques lançados pela Ebal, entre 1960 e 1978, este aqui apresentado, é para 1971, sempre ou no minimo, contendo 100 páginas. Não era regra, mas  no Natal ou Ano-Novo, como forma de causar surpresa e presentear o leitor todos os finais de ano, cuja expectativa aumentava, era sabido que uma edição especial seria publicada! De todas as publicações lançadas pela Editora Brasil-América, a saudosa EBAL, certamente ao lado de Batman, Superman e Tarzan, Zorro permaneceu durante anos com seus exemplares ainda hoje, valendo um bom dinheiro no mercado de coleção. Foram mais de 400 edições publicadas somente pela EBAL, desde março de 1954. Realmente, com uma contagem dessas, não dá para não dizer ou relacionar o grande sucesso do cavaleiro solitário em terras brasileiras. Essa popularidade sempre foi compartilhada no Brasil, onde qualquer produto do Zorro era sucesso certo. Por isso existe a grande pergunta se o personagem The Lone Ranger foi batizado dessa forma por confusão mesmo, ou por oportunismo comercial das editoras de quadrinhos que não detinham os direitos de publicação do verdadeiro Zorro (da Disney de capa e espada), e por isso buscavam genéricos. Tal confusão foi posteriormente compartilhada pela televisão e pelo cinema. Quando a popular série de TV (nos Estados Unidos) do Lone Ranger chegou no Brasil, foi chamada por aqui As Aventuras de Zorro - O Cavaleiro Solitário, seguindo uma tendência já inaugurada pelos gibis. The Lone Ranger é um personagem originalmente criado para uma rádionovela norte-americana, por George Washington Trendle e o escritor Frank Striker, em 1933. Sua identidade secreta é do ranger (guarda rural texano) John Reid, embora ele não a use. O herói sempre está de máscara, e só oculta o nome verdadeiro para que sua família não sofra as consequências caso seu verdadeiro nome seja conhecido. Na verdade, ele tem bem poucas semelhanças com o Zorro, apesar da máscara negra. Afinal, o Cavaleiro Solitário se veste de maneira bem mais “colorida” - geralmente camisa azul, ou vermelha.  Seu chapéu é indefectivelmente branco (como o era todos os chapéus dos mocinhos do velho-oeste nos anos 50, onde o chapéu negro cabia para os bandidos). Branco também era seu cavalo, o famoso Silver. Suas principais armas eram seus colts 38, onde disparava sempre balas de prata, sua marca registrada. Na televisão, Lone Ranger não matava, sua mira era tão certeira, que ele podia desarmar os bandidos atirando diretamente no seu revólver. Também era um excelente lutador corpo a corpo, e tinha como parceiro constante o índio Tonto, um índio da tribo Navajo que o salvou de morte certa quando ainda era um "Ranger", e foi pego em uma emboscada por uma quadrilha de bandidos. Na verdade, existe uma versão original onde tonto já era seu amigo desde infância. Onde quando essa embocada acontece, o índio guerreiro o encontra e reconhece seu amigo de infância e intervém. Posteriormente, essa origem seria modificada, para tons menos racistas, com o grupo de rangers, incluindo seu pai e seu irmão, assassinado por criminosos, e John às portas da morte, sendo encontrado por Tonto. Com os criminosos acreditando que todos os rangers estavam mortos, Reid adota uma máscara e passa a agir sob uma identidade secreta, de forma a proteger a viúva de seu irmão, e seu sobrinho, Dan Reid Jr. Assim os criminosos não sabem quem de fato é o Cavaleiro Solitário, e não podem se vingar através da família do herói. Para manter o disfarce, ele não volta mais a sua identidade original, que para todos os efeitos, está morta. A rádionovela teve bastante sucesso, motivando a produção de filmes e séries para o cinema e, claro, tiras em quadrinhos para o jornal. Em 1948 surgiram as primeiras revistas em quadrinhos, cujos direitos foram adquiridos pela editora Ebal, que as lançou por aqui a partir dos anos 50. Ele também chegou desde cedo no Brasil, com suas primeiras tiras em quadrinhos sendo publicadas pelo Globo Juvenil em dezembro de 1938. Além desse tabloide, as tiras seguiram em outras publicações, ao longo dos anos 40, tais como Gibi Tri-Semanal, Almanaque de O Globo Juvenil, Biriba, Novo Gibi, Novo Globo Juvenil e Guri. Cada veículo dava um nome diferente ao pistoleiro mascarado, tais como Guarda Vingador, Justiceiro Mascarado, Kid Roger, Cavaleiro Mascarado, além de claro, Zorro, e até mesmo o nome original, Lone Ranger, mantido sem tradução. Para os historiadores dos quadrinhos, isso acontecia pela dificuldade dos tradutores da época em traduzir a palavra “Ranger” para um termo fácil em português. Afinal Ranger é uma espécie de guarda rural montado, que existia no estado do Texas, em meados do século XIX. De acordo com outra teoria, os distribuidores confundiam os dois personagens devido a uma série de coincidências. Primeira: em 1936 o ator Robert Livingstone interpretou o Zorro hispânico em The Bold Caballero e também fez o Cavaleiro Solitário no seriado da Republic The Lone Ranger Rides Again. Segundo: Clayton Moore, que interpretou o herói cowboy na série de TV também interpretou um descendente do herói espadachim no seriado da Republic The Ghost of Zorro (1949). Quando a Ebal adquiriu os direitos da revista em quadrinhos da Dell Comics, optou pelo Zorro, muito provavelmente por razões comerciais. Na sua primeira edição, lançada em março de 1954, havia ainda um subtítulo, As Aventuras de Lone Ranger, mas logo isso caiu por terra. Além dos gibis, a popularidade do personagem refletia na TV, ou até mesmo o contrário, a popularidade da TV era que refletia nos quadrinhos, impulsionando as vendagens. O Cavaleiro Solitário foi uma série de enorme sucesso nos EUA, com Clayton Moore no papel título e Jay Silverheels, o índio Tonto (tribo Mohawk / no Brasil Navajo), seu inseparável parceiro. O programa foi produzido de 1949 até 1957 em 5 temporadas totalizando 221 episódios de 25 minutos de duração. De 1949 à 1956, os episódios foram produzidos em preto e branco, e parte de 1956 / 57, em cores). ao longo dos anos, vários episódios foram colorizados por computador. A verdade que esse herói do Faroeste ainda hoje mantém viva, uma legião de fãs e seguidores de suas histórias em quadrinhos, seus filmes de cinema e da televisão, e como eu mesmo sempre disse quando tive meu programa de rádio, "certas séries e desenhos animados, bem como quadrinhos, não tem prazo de validade", esse é um bom exemplo disso!!!











  
F  I  M

sábado, 26 de agosto de 2017

REVISTAS ANTIGAS (OLD / CLASSIC MAGAZINES) - THE AUSTRALIAN WOMEN'S WEEKLY Nº 15 (VOL. 7) -1939


THE AUSTRALIAN WOMEN'S WEEKLY Nº 15 (VOL. 7) -1939 / Uma publicação semanal inicialmente, direcionada ao público feminino e de grande circulação. começou em 1933 com Frank Packer, sendo seu primeiro editor, George Warnecke e os manequins desenhados também em seu inicio, por william Edwin Pidgeon, responsável por muitas das capas artísticas e famosas ao longo de 25 anos. em junho de 1983, comemorou 50 anos de publicação, e 75 na edição de outubro de 2008, e logicamente variando muito a estrutura daqueles anos iniciais para os atuais, incluindo a periodicidade que passou a ser mensal. Versões femininas semanais foram lançadas até em Singapura e na Malásia por volta de 1997 e 2000, seguindo o perfil e padrão da revista, enquanto mantinha o seu conteúdo em grande parte local. Só para se ter uma idéia, em 2012, a empresa-mãe da revista ACP Revistas, subsidiária da Nine Entertainment, foi adquirida pela Bauer Media Group. A circulação auditada em junho de 2013 foi de 459,175 cópias mensais. Os números para setembro de 2014 foram estimados em 1.828.000 leitores. A revista atualmente publicada, geralmente contém 240 páginas e impressa em papel brilhante em tamanho de página A4. As edições clássicas dos anos 30 e pouco mais adiante, era no formato tablóide, tal qual os jornais de circulação da época. Especificamente para a época, trazia artigos sobre a mulher australiana moderna. Ao longo dos anos, incluiu um guia de TV extravagante. Em 1982, a frequência de publicação foi reduzida de semanalmente para mensalmente. "Weekly" foi mantido no nome por razões de familiaridade e porque o termo "mensal" de uma mulher era um termo de gíria para a menstruação. A edição semanal final foi datada de 15 de dezembro de 1982, seguida da primeira edição mensal datada de janeiro de 1983. O guia de TV foi interrompido na introdução do formato mensal. enfim, uma revista interessante e de grande aceitação do público feminino.



















F  I  M

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

GIBIS ANTIGOS E SÉRIES CLÁSSICAS DA TV (CLASSIC COMICS / CLASSIC TV SHOWS) - BATMAN / 1966 (ADAM WEST AND BURT WARD)


Créditos: Matéria extraída do excelente portal http://retrotv.com.br/ do jornalista e grande amigo Maurício Viel (Hitchcock), contando também nesta matéria sobre a dublagem da série no Brasil, e sua estréia, Edson Rodrigues do blog http://moreseriesinweb.blogspot.com.br e grande apaixonado pela série "O Agente da U.N.C.L.E."

Observação: O texto original e mais extenso encontra-se no portal RetroTV.

                      O tema de abertura de Batman presente neste video, com a versão brasileira (aúdio) foi inserido por mim neste video capturado do Youtube no excelente e sensacional canal CINE FIX https://www.youtube.com/channel/UCVtL1edhT8qqY-j2JIndMzg
                   https://www.youtube.com/user/CineFix
Assistam as postagens originais de Batman e outras centenas de montagens especiais (bastidores também) realizadas pela equipe do canal, são incríveis!


ATENÇÃO: CLIQUE NO VIDEO ABAIXO, E ASSISTA A ABERTURA DA SÉRIE DE TV, BATMAN EM UMA ESPETACULAR CRIAÇÃO DO CANAL CINE FIX. EU EDITEI O VIDEO ORIGINAL E COLOQUEI O AÚDIO DA VERSÃO BRASILEIRA NARRADA. ASSISTAM A ESTE E MAIS UMA CENTENA DE OUTROS VIDEOS NO CANAL CINE FIX, EM SUAS RESPECTIVAS VERSÕES ORIGINAIS.






BATMAN / 1966 (ADAM WEST AND BURT WARD)  / Nos anos 1930, os EUA sofriam uma depressão econômica devido a quebra da Bolsa de Nova York. Com isso, o rádio, a tevê e as revistas em quadrinhos eram grande distração para a população, trazendo histórias com homens corajosos que se sacrificavam para promover o bem à sociedade. Em 1939, uma editora de Nova York chamada National Publications colocou um anúncio à procura de um bom roteirista. A companhia já havia alcançado sucesso com o Super-Homem – publicado um ano antes nas páginas da revista Action Comics – e os editores estavam procurando por outros super-heróis. Assim, o obscuro Batman surgia das mãos do desenhista Bob Kane e do escritor William Finger e se tornaria um dos mais famosos personagens de todos os tempos. A estreia de Batman aconteceu em maio daquele ano, na edição nº 27 da revista Detective Comics (imagem ao lado), em uma história com seis páginas. Seu parceiro Robin só apareceria a partir da edição nº 38, após ter sido batizado de Scamp e Dusty. Finalmente, foi chamado de Robin, em uma inspiração ao herói Robin Hood (vide seus sapatos). Os vilões das histórias, tais como Pinguim, Charada e Coringa, foram inspirados em filmes e seriados da época. A Mulher-Gato, por sua vez, assemelha-se a atriz Jean Harlow. Batman foi inspirado basicamente em Zorro, personagem de muito sucesso no cinema dos anos 1920, vivido pelo ator Douglas Fairbanks Jr. As semelhanças entre os personagens realmente é notável. A fórmula era “homem rico que se disfarça para combater o crime”. O personagem foi batizado de “Birdman” (homem-pássaro). Mas, ao se lembrar de um filme raro e sombrio chamado “The Bat Whispers” (1935), que o impressionou aos 13 anos de idade e onde um sombrio e enigmático ladrão de jóias se veste de morcego para cometer crimes, Bob Kane abandonou a concepção do “homem-pássaro” e criou o homem-morcego, “Bat-Man” (com hífen) em inglês. As asas foram trocadas por uma capa, inspirada em um desenho de Leonardo Da Vinci. Foi criado também um capuz e a máscara foi alterada significativamente. A cor do uniforme passou de vermelho para cinza, para não contrastar demais com a capa preta. Nascia Batman! 







Ao contrário de muitos outros heróis, Batman não tem superpoderes. Sua força está no fato de ele ser um homem comum que esconde sua verdadeira identidade para aterrorizar os vilões. Além disso, ele conta com considerável força, agilidade, faro de detetive e, é claro, uma polpuda conta bancária. Durante a infância, Bruce Wayne acabou por presenciar o assassinato de seus próprios pais durante um assalto. O tempo foi passando e Wayne decidiu dedicar seu tempo no combate ao crime. Estudou criminologia e iniciou a construção de seu moderno quartel-general, que passaria a se chamar Batcaverna, secretamente localizada no subsolo de sua mansão, na cidade de Gothan City. O local secreto abrigaria computadores e o Batmóvel, um super-carro que possui vários truques e atinge altas velocidades. Durante seus estudos, o milionário percebeu que os criminosos tinham superstições e decidiu adotar a identidade de um obscuro homem-morcego. Uma máscara garantiria a preservação de sua identidade, que durante o dia seria Bruce Wayne – um milionário que contribuía financeiramente com entidades sociais de Gothan City. À noite, secretamente (exceto para seu mordomo Alfred), encarnaria Batman para combater o crime como um vingador sério e íntegro, ao lado do parceiro Robin. Inicialmente, o herói era visto como um bandido, até que a população percebeu sua real intenção. 





Em 1943, as tiras de Batman eram publicadas em mais de 20 jornais dos EUA e todo esse sucesso levou o herói mascarado às telas de cinema pela primeira vez, no seriado The Bat Man. Produzido pela Columbia Pictures, The Bat Man foi estrelado por Lewis Wilson (Batman) e Douglas Croft (Robin). A história, de 15 capítulos, mostrou um espião japonês que transformava pessoas em zumbis escravos de Hitler. Problemas técnicos, problemas com atores e roteiro que não foi fiel aos quadrinhos impediram o sucesso da produção. 








Em 1949, um segundo seriado foi produzido pela Columbia. A Volta do Homem-Morcego (Batman and Robin), também com 15 episódios, trouxe Robert Lowery no papel de Batman e Johnny Duncan como Robin. No enredo, um mal-feitor quer roubar diamantes para servir como fonte de energia para uma espécie de controle remoto capaz de controlar qualquer veículo à distância. “A Volta do Homem-Morcego”, que apresentou ao público a fotógrafa Vicky Vale, também não fez sucesso. 









No início dos anos 1960, as tiras de Batman estavam se desgastando e quase foram canceladas. A salvação da franquia veio por meio da televisão. Na época, as redes americanas CBS e NBC concentravam a audiência com seus programas familiares Os Monstros, Perdidos no Espaço e Daniel Boone. Em um esforço para competir com as rivais de maior audiência, a pequena ABC fez contato com o estúdio 20th Century – Fox a fim de oferecer ao público uma programação extravagante, atrativa e bem concebida. Foi então que Douglas Cramer, executivo da ABC, sugeriu um programa baseado em Batman, o herói dos quadrinho. Cramer frequentava o Chicago Playboy Club em 1964, onde o dono do império Playboy, Hugh Hefner, projetava com grande sucesso os velhos seriados de Batman dos anos 1940. O executivo começou a prestar atenção no entusiasmo com que Hefner, seus amigos e até as coelhinhas tinham ao assistir Batman. No verão de 1965, a ABC firmou um contrato exclusivo com a 20th Century – Fox para produzir 13 programas. William Dozier, proprietário da Greenway Productions, foi informado de que a ABC havia adquirido os direitos de Batman para uma série e se candidatou para produzi-la. Antes de escrever o roteiro do episódio-piloto, Dozier comprou revistas em quadrinhos de Batman de várias épocas. Ele achou que fosse “coisa de maluco”, mas uma idiia simples veio à mente do produtor: o exagero. A série teria muito humor para os adultos e, ao mesmo tempo, a dupla dinâmica seria estimulante para as crianças. Dozier sabia que o sucesso do programa dependia deste espírito humorístico e escreveu o episódio-piloto com a ajuda de Lorenzo Semple Jr., um roteirista com queda pela sátira. Com o script na mão, Dozier saiu à procura de um diretor que pudesse dar vida aos quadrinhos e contratou Robert Butler, mais conhecido por seu trabalho em comédias televisivas como Guerra, Sombra e Água Fresca. William Dozier começou a pensar no estilo da série e decidiu filmá-la em cores, processo que ainda era novo na televisão. As cores fortes nas roupas e no cenário nunca haviam sido empregadas. 






As famosas onomatopéias (Bam!, Kapow!, Splatt!) deixaram a série com ainda mais semelhança com os quadrinhos. Os produtores queriam também usar objetos de cera e dispositivos diferentes. Contrataram o famoso construtor de carros especiais George Barris para criar e fabricar o automóvel mais fabuloso do mundo, o Batmóvel. William Dozier solicitou a Barris que criasse um Batmóvel mais moderno daquele desenhado por Bob Kane nos quadrinhos, um Lincoln Zephyr ano 1937, com um morcego na frente. Ele queria incorporar os traços do morcego no carro, sendo que os paralamas – onde ficavam os faróis, eram as orelhas. A boca era a grade e o nariz se projetava no capô, de onde sairia um objeto cortante. A base do Batmóvel foi um Lincoln Futura. Os produtores sabiam que mesmo que o carro fosse cheio de estilo, o sucesso de Batman dependia totalmente de fazer o público entender este tipo inusitado de humor. A procura agora era para encontrar um ator para interpretar Batman, sobretudo com formação em drama, mas com talento também para a comédia. Certo dia, um empresário procurou Dozier e mostrou-lhe uma foto de um rapaz chamado Adam West, com uma prancha na mão. Ele era Adam West, que havia passado uma temporada na Itália atuando em filmes e estava de volta à Califórnia. West já vinha trabalhando em Hollywood havia seis anos, participando de séries como Hawaiian Eye, Maverick, 77 Sunset Strip e de filmes como “Geronimo” (1962), “Robinson Crusoe on Mars” (1964) e “The Outlaws is Coming” (1965), com Os Três Patetas, seu único papel cômico. Em 1960, West tinha um papel fixo na série de tevê Os Detetives, ao lado de Robert Taylor. Mas, seus papéis nunca exploravam sua qualidade mais notável: o talento para um tipo de humor muito peculiar. 







Em 1965, no entanto, essa sua veia cômica chamou a atenção de William Dozier. O empresário de West o informou que a Fox tinha um novo projeto chamado “Batman” e queria conversar com ele. Depois da surpresa, o ator declarou que queria fazer uma carreira séria, chegou a desligar o telefone, mas mesmo assim acabou se encontrando com o assistente de produção Charles FitzSimons. Rapidamente observou-se o potencial de Adam para fazer o papel de Batman, já que ele compreendia o que era uma comédia extravagante. “Você terá de fazê-lo como se fosse Hamlet”, disseram os produtores. Depois de ler o script, Adam West enxergou que era sua chance para o sucesso e obrigou os produtores a contratá-lo imediatamente, pois caso contrário ele voltaria para a Europa. West estava pronto para interpretar Batman, mas os produtores tinham dificuldades para encontrar a outra metade da dupla dinâmica: Robin e seu alter-ego, Dick Grayson. Charles FitzSimons continuou entrevistando jovens atores, até que Burton Gervis se apresentou, a pedido de seu empresário. Ele era um universitário que queria ser ator e vendia imóveis nos fins-de-semana para se sustentar. Estava com 20 anos, não tinha muita experiência como ator e este foi seu primeiro teste como profissional. Foi à entrevista sem saber ao certo do que se tratava, tanto que, quanto lhe pediram para colocar aquelas meias coloridas, achou que iria participar de um filme pornográfico. Tudo ocorreu bem e Burton acabou sendo aprovado, apenas com a condição de mudar seu nome para Burt Ward. Os produtores ficaram impressionados quando viram Burt pela primeira vez. Era como se o personagem das histórias em quadrinhos tivesse saído das páginas. Dozier identificou uma combinação de entusiasmo, sinceridade e boa aparência. Achou que ele seria perfeito para compensar a atuação mais séria de Adam West na série. Apesar de que em 23/09/1965 o contrato de Adam West já estava pronto para ser assinado, o ator Lyle Waggoner – que depois seria o Major Steve Trevor na série de tevê A Mulher Maravilha - foi convocado (junto ao ator Peter Deyell) para fazer testes perante os executivos da ABC. Com a dupla dinâmica escolhida, William Dozier procurou atores veteranos para os personagens coadjuvantes. Neil Hamilton seria o Comissário Gordon; Stafford Repp encarnaria Chefe O’Hara, o braço direito do comissário; Alan Napier o fiel mordomo Alfred; e Madge Blake a amorosa Tia Harriet. A galeria de vilões foi composta por um elenco estelar. Frank Gorshin fez o papel do Charada; o veterano ator de teatro e cinema Burgess Meredith encarnou o Pinguim; e a famosa estrela da Broadway Julie Newmar foi a Mulher-Gato. 








Os outros vilões incluíam Roddy Mcdowell (Traça), Victor Buono (Rei Tut) e Vicent Price (Cabeça-de-Ovo). Fato curioso sobre a famosa risada do Pinguim é que ela surgiu devido ao cigarro que o personagem tinha que fumar (ou fingir que estava fumando). Na verdade, a fumaça incomodava o ator Burgess Meredith, que não era tabagista e a risada disfarçava a tosse. O roteiro do episódio-piloto de Batman foi baseado livremente em “The Remarkable Ruse of the Riddler”, uma história que Gardner Fox escreveu para a revista Batman nº 171, de maio de 1965. Ele se afastava da ideia que tinha a ABC, que pedia um policial que destacasse o lado detetive das histórias do homem-morcego. No entanto, Dozier seguiu adiante com a premissa de relançar antigas histórias. O piloto foi gravado às pressas em novembro de 1965, já que a série estrearia no meio da temporada, em janeiro de 1966. Seu orçamento chegou a ser até três vezes mais caro que o normal, visto a quantidade de sets de filmagem a serem construídos, principalmente a Batcaverna. O primeiro episódio apresentou ao público a cidade fictícia de Gothan City e seus heróicos defensores da lei, Batman e Robin. Também foram apresentadas as façanhas malucas de um dos arqui-inimigos da dupla dinâmica, o Charada, interpretado pelo mundialmente famoso imitador e ator Frank Gorshin. De acordo com Dozier, isso era fundamental para o humor do programa, que não era convencional e satirizava os próprios personagens. Um fato curioso é que os produtores gostaram do piloto, mas um público selecionado para vê-lo em uma sessão especial o desaprovou. Em uma escala de 0 a 100, Batman ficou com 49 pontos negativos. Certamente, não entenderam bem a linguagem da série. A um dia da estreia de Batman, a ansiedade havia chegado a níveis muito altos. A ABC queria um milagre, enquanto Adam West e Burt Ward esperavam fazer sucesso. Mas ninguém estava preparado para o frenesi que estava por vir. No dia 12/01/1966, às 19h30, Batman finalmente estreou na rede ABC de televisão. Naquela noite, muita gente ligou a tevê para acompanhar as aventuras cafonas da dupla dinâmica. Ao contrário do teste feito anteriormente, Batman foi um sucesso imediato, com 52 pontos de audiência, transformando-a na série de maior sucesso instantâneo da tevê. Tudo graças a uma grande campanha de marketing. Até mesmo os executivos de Hollywood ficaram surpresos com o sucesso e trataram o herói como o salvador da tevê. 





A série era boa diversão para toda a família. As crianças adoravam as cenas de ação e os adultos as aparições de belas vilãs e assistentes de vilões, sem contar a Mulher-Gato e a Batgirl, que chegaria só na 3ª Temporada. A Mulher-Gato, por exemplo, tinha uma queda pelo herói e, com frequência, arranhava Batman lentamente com suas patas. O escritor Stanley Ralph Ross adorava manter a tensão sexual entre ambos. Em 1966, os EUA estavam vivendo grandes mudanças sociais e políticas, como o movimento pelos direitos civis e a Guerra do Vietnã, que aparecia todos os dias nos jornais. O momento parecia ideal para uma série que homenageava com humor uma época mais simples, na qual o conflito poderia ser definido em termos do bem contra o mal. Em Batman, o mal se apresentava na forma de diversos vilões sempre presentes. O produtor William Dozier teve de se esforçar para convencer alguns atores mais famosos a aceitar os papéis, principalmente o famoso ator do cinema latino, César Romero, que aceitou o papel do Coringa com a condição de que não tivesse de raspar seu bigode. A solução foi cobri-lo com maquiagem. A série também chamava a atenção por que ia ao ar duas vezes por semana. A primeira exibição terminava em uma cena de suspense, seguindo o modelo dos antigos seriados das matinês de sábado. Originalmente, os episódios foram gravados com uma hora de duração, mas eles passaram a ser divididos em dois episódios de meia-hora. Para esta nova fórmula dar certo, o produtor William Dozier precisou de um narrador. As pessoas que fizeram teste não serviram e o próprio Dozier acabou assumindo o posto. “Veja as respostas amanhã, na mesma bat-hora, no mesmo bat-canal”, diziam as locuções. Durante a 1ª Temporada, Batman manteve o primeiro lugar de audiência e os roteiristas continuavam criando piadas. O tom da série foi dado por Lorenzo Semple Jr, um dos escritores do piloto. Aos poucos, o restante da equipe que foi acrescentando mais toques malucos, chegando até ao bizarro. O estilo da série ficou conhecido por “camp”, ou seja, exagerado, artificial, espalhafatoso, mas divertido. Com o grande sucesso da série, surgiram convites de eventos ao vivo, que Adam e Burt adoravam fazer. Adam se orgulhava em ser o Batman e ele se tornou muito requisitado. Fãs da série e admiradores de carros ficaram encantados com o design diferente e estilo chamativo do Batmóvel. 






O carro se tornou tão famoso que milhares de pessoas compareciam aos salões só para vê-lo. Adam ganhava $10 mil e Burt $5 mil para comparecer nestes salões. No final da 1ª Temporada, os rostos da dupla dinâmica eram os mais famosos da televisão. Multidões de homens, mulheres e crianças o acompanhavam frequentemente. Com todo esse sucesso, eles foram chamados para fazer comerciais de tevê. Adam West e Burt Ward haviam se tornado ícones da cultura pop. A “Batmania” invadia todo o país, ditando uma nova moda nas roupas, penteados e até a louca dança Batusi, mostrada em alguns episódios. Havia inúmeros produtos com a marca “Batman”, como brinquedos, lancheiras, copos, taças etc. No primeiro ano de exibição da série, 75 milhões de dólares foram vendidos em artigos, superando até os produtos de James Bond, que eram os mais vendidos. Na primavera de 1966, entre a 1ª e 2ª temporadas, o estúdio 20th Century – Fox quis ganhar mais dinheiro com a franquia “Batman”. Eles ofereceram a Adam West e Burt Ward contratos lucrativos para participarem de uma versão da série para o cinema. “Batman, o Filme” (lançado em DVD no Brasil) apresentava a dupla dinâmica enfrentando uma dose quatro vezes maior de pessoas más. O Coringa, a Mulher-Gato, o Charada e o Pingüim se uniram para ameaçar Gothan City. A Mulher-Gato original, Julie Newmar, não estava disponível, e o papel da linda adversária de Batman ficou com a ex-miss EUA Lee Meriwether. Produzido em seis semanas e lançado em agosto de 1966, o filme seguiu a fórmula bem sucedida da série de tevê e atraiu um grande público com seu humor um pouco cafona. Novos equipamentos de Batman foram apresentados, como o Batcóptero e a Batlancha. O filme lançou Adam West ainda mais alto no estrelato. Aliás, o ator sempre dedicou bastante tempo para seus fãs. Houve um momento de sua carreira em que centenas deles o seguiam diariamente. Burt Ward também recebia grande assédio dos fãs, a ponto de, certa vez, irem secretamente à lavanderia de um hotel que o ator estava hospedado para tirar fotos com suas roupas, mesmo que molhadas. A 2ª Temporada da série chegaria no outono de 1966 e também teria bons índices de audiência. No final desta temporada, Burt Ward se casou com uma das filhas do Coringa, a atriz Kathy Kersh. Quando a 2ª Temporada estreou, os problemas que haviam começado a surgir na 1ª Temporada já estavam aparentes. Os produtores tentavam conter o aumento dos custos de produção e os atores também enfrentavam alguns problemas. Adam e Burt tinham de vestir meias desfiadas, com dobras nos tornozelos e joelhos, além de grandes protuberâncias nos shorts. A Liga Católica em Prol da Decência pressionou a ABC por causa do short de Robin, até que o problema fosse solucionado. 




O capuz de Batman também trazia problemas e Adam West precisava de uma toalha para se secar, devido ao calor. Na tela, Batman e Robin estavam unidos para combater o mal. Mas fora dela, os desentendimentos entre Adam e Burt vinham se intensificando havia meses. Na verdade, Adam era o oposto de Burt. Ele tinha grande experiência com outras séries, era um ótimo ator, mas era estrela demais. Queria seu chá todos os dias, às 4 da tarde. Já Burt estava apenas de divertindo e isso às vezes trazia sua imaturidade à tona. Apesar dos problemas que aconteciam no set, Batman continuava a ser o campeão de audiência. Para o produtor William Dozier, a maior satisfação era ver a reação dos grandes astros de Hollywood. A contratação de mais artistas conceituados ia aumentando a lista de gente famosa que interpretava vilões durante a 2ª Temporada. As histórias de Batman evoluíram bastante desde os quadrinhos, mas houve uma fidelidade aos personagens nesta versão televisiva. Alguns deles foram criados especialmente para combinar com os astros do programa. Mas nem todos os convidados interpretavam vilões. Alguns atores fizeram pequenas participações como eles mesmos, tal como Sammy Davis Jr. Outros convidados apareciam interpretando seus próprios personagens da rede ABC, a exemplo de Ted Cassidy interpretando Tropeço (A Família Addams). O canal não perdia a oportunidade de divulgar outras séries e chegou a usar Batman para promover O Besouro Verde, com Van Williams e Bruce Lee, programa também produzido por William Dozier. Para manter a modernidade da série, os roteiristas ousavam muito, principalmente na química sexual entre Batman e a Mulher-Gato. Quando a 2ª Temporada de Batman estava chegando ao fim, a audiência estava começando a cair. O humor estilizado da série estava ficando prejudicado. As exibições seguidas dos episódios contribuíram para o desgaste da série. Por causa disso, a ABC passou a exibi-la uma vez por semana durante a 3ª Temporada. Se esforçando para manter o sucesso, os produtores tentaram dar sobrevida ao programa, criando uma nova e bela personagem que interpretaria a terceira justiceira de Gothan City: a Batgirl, interpretada por Yvonne Craig. 





A intenção era atrair mais os homens, mas nem suas belas curvas salvariam o programa. Para Adam West e Burt Ward, no entanto, a chegada da Batgirl parecia uma estratégia desesperada, gerando insegurança entre os protagonistas. Os roteiristas acharam difícil incluir um outro personagem na fórmula, principalmente por que as exibições haviam diminuído. Além disso, Julie Newmar estava novamente indisponível e os produtores tiveram que contratar a atriz e cantora Eartha Kitt para encarnar a Mulher-Gato. Todas as mudanças não bastaram para impedir a queda da audiência da série. Por isso, a ABC começou a reduzir o orçamento para a produção de Batman. Foi ficando cada fez mais difícil manter o alto padrão que os produtores haviam estabelecido para que aquele tipo de humor desse certo. Os problemas financeiros prejudicaram a criatividade dos atores e, com isso, a audiência foi caindo. Um exemplo de corte de gastos pode ser visto no episódio “De Médico e Louco”, com participação da atriz Ida Lupino e Howard Duff. Foi criada uma fórmula para tornar os bandidos invisíveis e uma onda de terror seria iniciada. Para combater isso, Batman apaga as luzes, ninguém vê ninguém, e a luta é mais justa. Na verdade, não havia verba para filmar as lutas com todos os bandidos em cenas diferentes. Assim, deixaram tudo escuro e simplesmente fizeram os efeitos sonoros e onomatopeias. Mas nem toda essa economia ajudou a salvar Batman. Em 1968, Adam e Burt ficaram muito decepcionados ao saber que não haveria uma quarta temporada do programa. A ABC decidiu pelo cancelamento, pois não havia audiência suficiente no segmento esperado, ou seja, dos adultos consumidores. 





A popularidade de Batman caía na mesma velocidade que subiu e no dia 14/03/1968, menos de três anos depois de sua estreia, Batman salvou Gothan City pela última vez em horário nobre. Harve Bennett, da rede ABC, justificou que “a piada ficou sem graça”. A série Batman chegou para ser dublada no Brasil três meses após sua estreia nos EUA, em 1966. O estúdio contratado foi a Odil Fono Brasil, de São Paulo. Posteriormente, a 1ª Temporada seria redublada no final dos anos 1960, início dos 1970 pela paulistana A.I.C. (Arte Industrial Cinematográfica), onde a voz do ator Adam West foi feita por Gervásio Marques e a de Burt Ward por Rodney Gomes. A 2ª Temporada foi dublada novamente pela A.I.C. e a 3ª pela TV Cine-Som do Rio de Janeiro. Neste estúdio, Batman e Robin passaram, respectivamente, a serem dublados por Celso Vasconcelos e Henrique Ogalla. Infelizmente, a TV Cine-Som não procurou referências sobre a série e acabou cometendo muitos erros de tradução. Por fim, a Peri Filmes (RJ) foi quem dublou o longa-metragem de 1966 – “Batman, o Filme”. Até hoje são desconhecidas as razões que fizeram a 1ª Temporada ter sido redublada em tão pouco tempo após a primeira dublagem. Foi a TV Paulista (posteriormente adquirida pela TV Globo/RJ) a responsável por comprar os direitos de exibição e estrear a série Batman no Brasil, ainda em 1966. Os episódios foram exibidos inicialmente em preto e branco, nas terças e quartas-feiras, às 20h30. Logo após, a série estreou no Rio de Janeiro pela TV Globo, sendo exibida inicialmente à noite e passando para as 17h20, dentro do programa “Roda Gigante”, que também exibia Os Três Patetas e Super-Homem, com George Reeves. Após sua saída da TV Globo, Batman passou pela TV Record (1969), TV Rio, TV Bandeirantes (1972). Os temas adultos da série acabaram despercebidos pela grande massa da população, inclusive até pela Censura Federal, que acabou não observando as segundas intenções da série e a classificou como “livre”.




Ficha-Técnica
Título: Batman (Batman/1966-68/EUA/Cor)
Gênero: Série/Aventura/Comédia
Criação: William Dozier
Elenco: Adam West (Bruce Wayne/Batman), Burt Ward (Dick Grayson/Robin), Alan Napier (Alfred Pennyworth), Neil Hamilton (Comissário Gordon), Stafford Repp (Chefe O’Hara), Madge Blake (Tia Harriet), Yvonne Craig (Barbara Gordon/Batgirl), Cesar Romero (Coringa), Burgess Meredith (Pingüim), Frank Gorshin (Charada), Julie Newmar (Mulher-Gato), Eartha Kitt (Mulher-Gato), Victor Buono (Rei Tut), Roddy Mcdowell (Traça), George Sanders (Sr. Frio 1), Otto Preminger (Sr. Frio 2), Eli Wallach (Sr. Frio 3), Walter Slezak (Rei Relógio), Vicent Price (Cabeça-de-Ovo), William Dozier (narrador)
Tema: Neal Hefti
Produtora: Greenway Productions/20th Century – Fox
Distribuição no Brasil: Fox Filmes do Brasil
Formato: 120 episódios de 25 minutos em 3 temporadas; longa-metragem com 120 min.
Dublagem: Odil Fono Brasil/SP (1ª Temporada), AIC/SP (1ª Temporada [redublagem] e 2ª Temporada), TV Cine-Som/RJ (3ª Temporada), Peri Filmes (longa-metragem)



LISTA DE EPISÓDIOS (TÍTULOS ORIGINADOS PARA O PORTUGUÊS / BRASIL):

1ª Temporada (Jan a Mai/1966)  

001 – “Charada é uma Charada”
002 – “Destruído com um Soco”
003 – “Pingüim, o Ladrão de Casaca”
004 – “Pingüim Pega um Peixão”
005 – “The Joker is Wild”
006 – “Batman is Riled”
007 – “Descongelamento Instantâneo”
008 – “Rato Gosta de Queijo”
009 – “Zelda, a Maior”
010 – “Zelda Levou a Pior”
011 – “Uma Charada por Dia Aposenta um Charadista”
012 – “Quando os Ratos Estão Longe, os Camundongos Folgam”
013 – “O Décimo Terceiro Chapéu”
014 – “Batman Reage”
015 – “O Coringa Vai à Escola”
016 – “Um Adversário à Altura de um Medonho Bandido”
017 – “Falso ou Verdadeiro”
018 – “Corrida dos Ratos”
019 – “O Crime Perfeito”
020 – “Melhor Sorte na Próxima Vez”
021 – “O Pingüim Regenerado”
022 – “Desta Vez Ainda Não”
023 – “O Anel de Cera”
024 – “Baixa a Lenha Nele”
025 – “O Traça Traça um Ataque”
026 – “Gothan City Pega Fogo”
027 – “A Maldição De Tut”
028 – “A Arapuca”
029 – “O Traça-Traça do Massacre”
030 – “Batman Dá Carta”
031 – “Morte em Câmera Lenta”
032 – “O Charada Dá Um Passo em Falso”
033 – “Inimigos de Águas Turvas”
034 – “Batman Arma o Cenário”

2ª Temporada (Set/1966 a Mar/1967)  

035 – “Justiceiro de Araque”
036 – “O Arqueiro Flibusteiro”
037 – “Recém-Saída da Gleba”
038 – “A Mulher-Gato e o Violino”
039 – “A Derrota do Menestrel”
040 – “Rastro de Batman”
041 – “Mania de Tut”
042 – “A Caixa de Tut Fechou”
043 – “Mãe do Ano”
044 – “Mãe Parker”
045 – “Os Crimes Malucos do Rei Relógio”
046 – “O Rei Relógio Foi Coroado”
047 – “O Ovo”
048 – “O Ovo Gorou”
049 – “Dedos do Diabo”
050 – “Vibrações da Morte”
051 – “Pingüim, o Candidato”
052 – “O Ex-Candidato Pingüim”
053 – “Gelo Verde”
054 – “O Sr. Frio Descongelado”
055 – “Graça Sem Graça”
056 – “As Provocações do Coringa”
057 – “Márcia, Paraíso do Amor”
058 – “Chega de Diamantes”
059 – “Boche”
060 – “Meu Modo de Jogar é que Interessa”
061 – “O Ninho do Pingüim”
062 – “O Último Canto do Pássaro”
063 – “O Miado da Gata”
064 – “O Pássaro de Batman”
065 – “A Volta do Charada – 1ª Parte”
066 – “A Volta do Charada – 2ª Parte”
067 – “O Sr. Frio Ataca”
068 – “Ponto Bem Dado”
069 – “A Máscara Contaminada”
070 – “A Mancada do Chapeleiro”
071 – “Os Crimes do Zodíaco – 1ª Parte”
072 – “Os Crimes do Zodíaco – 2ª Parte”
073 – “Os Crimes do Zodíaco – 3ª Parte”
074 – “Ainda a Mulher-Gato”
075 – “Ainda a Mulher-Gato – 2ª Parte”
076 – “Pingüim, o Melhor Amigo da Mulher”
077 – “A Encenação do Pingüim”
078 – “Desastroso Final do Pingüim”
079 – “O Aniversário de Batman”
080 – “O Desafio do Charada”
081 – “A Última Gargalhada do Coringa”
082 – “O Epitáfio de Batman”
083 – “A Mulher-Gato Vai para o Colégio”
084 – “Batman Aplica Seus Conhecimentos”
085 – “Um Pouco de Ação”
086 – “Alegria de Batman”
087 – “O Golpe do Rei Tut”
088 – “O Waterloo de Batman”
089 – “A Viúva Negra Ataca Outra Vez”
090 – “Apanhados na Teia de Aranha”
091 – “A Arte do Coringa – 1ª Parte”
092 – “A Arte do Coringa – 2ª Parte”
093 – “O Sr. Frio”
094 – “A Dupla Reage”

3ª Temporada (Set/1967 a Mar/1968)  

095 – “Batgirl Entra, o Pingüim Sai”
096 – “Charada Sem Graça”
097 – “O Canto da Sereia”
098 – “Esportes de Pingüins”
099 – “Um Cavalo de Outra Cor”
100 – “O Perverso Rei Tut”
101 – “Louie Lilás”
102 – “Cabeça-de-Ovo”
103 – “Um Dinossauro Pouco Pré-Histórico”
104 – “O Castigo do Coringa”
105 – “Roubos em Londinium”
106 – “Uma Idéia Desastrada”
107 – “A Torre Sangrenta”
108 – “Mulher-Gato, a Mulher Fatal”
109 – “Uma Dupla Terrível”
110 – “Felinos Desonestos”
111 – “O Truque da Mulher-Gato”
112 – “A Hora e a Vez de Lui Lilás”
113 – “O Clube do Outro Mundo”
114 – “Dia de Limpeza”
115 – “A Grande Fuga”
116 – “O Grande Roubo do Trem”
117 – “Uma Múmia Deste Mundo”
118 – “O Disco Voador do Coringa”
119 – “De Médico e Louco”

120 – “Sabedoria Demais Atrapalha”





Créditos: Matéria extraída do excelente portal http://retrotv.com.br/ do jornalista e grande amigo Maurício Viel (Hitchcock), contando também nesta matéria sobre a dublagem da série no Brasil, e sua estréia, Edson Rodrigues do blog http://moreseriesinweb.blogspot.com.br e grande apaixonado pela série "O Agente da U.N.C.L.E."

Observação: O texto original e mais extenso encontra-se no portal RetroTV.

  O tema de abertura de Batman presente neste video, com a versão brasileira (aúdio) foi inserido por mim neste video capturado do Youtube no excelente e sensacional canal CINE FIX https://www.youtube.com/channel/UCVtL1edhT8qqY-j2JIndMzg
                   https://www.youtube.com/user/CineFix
Assistam as postagens originais de Batman e outras centenas de montagens especiais (bastidores também) realizadas pela equipe do canal, são incríveis!

F  I  M