domingo, 23 de abril de 2017

GIBIS ANTIGOS / QUADRINHOS BRASILEIROS / NACIONAIS (CLASSIC COMICS / BRAZILIAN CLASSIC COMICS) HEROS / SUPERHEROS Nº 07 - 1967 EDITORA EDREL


HEROS / SUPERHEROS Nº 07 - 1967 EDITORA EDREL / A Editora Edrel Ltda, nasceu em dezembro de 1966. Mas sua gestão ocorreu algum tempo antes, no fim dos anos 50, quando “quitandas e armazéns” importavam publicações nipônicas para os descendentes de japoneses. Esses “mangás” inspiraram a criação da Edrel. Fundada por Salvador Bentivegna, Jinki Yamamoto e Minami Keizi (os três vindos da Editora Pan, que acabara devido a dívidas com agiotas), a Edrel funcionava na Rua Tamandaré, n° 150, no bairro da Liberdade, em São Paulo. O nome surgiu da sugestão de um dos empregados do fotolito: “Editora de Revistas e Livros” (Edrel). O primeiro título a surgir com a marca Edrel foi o gibi infantil “Bob”. Quando todas as duplicatas foram quitadas, Bentivegna deixou a empresa, entrando em seu lugar, em 1968, Marcilio Valenciano. Depois de Bentivegna, foi a vez de Keizi sair, em dezembro de 1971. Keizi estava desgostoso com Jinki que, em 1971, começara a mudar a segmentação da editora. A gota d'água aconteceu em 1972, quando Yamamoto resolveu montar uma redação à parte e botou o "Projeto Lar Moderno" (revista feminina no estilo de "Cláudia", da Editora Abril) dele em prática. Keizi fundou então a Minami & Cunha — ou simplesmente M&C em parceria com Carlos da Cunha. Paulo Fukue ficou no lugar de Keizi na Edrel, mas desistiu após ter problemas de ordem pessoal. Meses depois, foi a vez de Jinki Yamamoto. Era o começo da decadência da editora. A Edrel fechou em 1975. quanto ao herói aqui publicado, seu visual lembra o Capitão América e o Fantasma, mas a semelhança termina aí. Superheros está muito mais para o quadrinho europeu que para o americano. O nome “Heros” vem do fisiculturista Heros Vilhegas Filho, que servia como modelo para as capas do herói. O protagonista era um agente do governo que é dado como morto e, depois, surge como super-herói. Coincidência ou não, naquele mesmo ano, outra editora, a GEP, também lançou um super-herói mascarado que era agente governamental, o Superargo. Os poderes do Heros lhe foram conferidos pelos habitantes do planeta de mesmo nome. Assim como seu colega da editora Taika, Fantastic, ele usava um cinturão onde guardava energia atômica concentrada. Superheros teve a colaboração de Ignácio Justo e Nelson C. Cunha. O primeiro era um especialista em armas bélicas (tanques, bazucas, metralhadoras, etc.) e o segundo era um nacionalista apaixonado por índios, folclore nativo etc. No primeiro número, o herói enfrentava um vilão chamado Tarântula. As demais aventuras envolviam desde discos voadores até tribos indígenas. Heros também foi publicado em 1969 na revista “Ficção juvenil”. Heros até que chegou a ser bem recebido pelos fãs, mas acabou cancelado na época. O problema é que o forte da Edrel era erotismo e terror, e não super-heróis. Para quem ainda não o conhecia, e não tinha ouvido falar, fica o registro. Pabeyma foi outro herói publicado em Heros, mas na clara intenção de ter sua revista própria, como de fato ocorreu.










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GIBIS ANTIGOS / PANFLETO PROMOCIONAL (CLASSIC COMICS / PROMOTIONAL MAGAZINES) - SEARS MARCH OF COMICS - THE BANANA SPLITS (HANNA-BARBERA) WESTERN PUBLISHING COMPANY, INC.

SEARS MARCH OF COMICS - THE BANANA SPLITS / Revistinha promocional para crianças da loja Sears, trazendo uma história em quadrinhos com o quarteto maluco de Os Banana Splits, e alguns passatempos. Contendo 18 páginas e publicada em 1971.








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sábado, 22 de abril de 2017

REVISTAS ANTIGAS (OLD MAGAZINES / CLASSIC MAGAZINES) - FANS LA REVISTA DE LA CANCION Nº 05 - 1965 EDITORIAL BRUGUERA (BARCELONA)


FANS LA REVISTA DE LA CANCION Nº 05 - 1965 EDITORIAL BRUGUERA / Uma publicação da Espanha, a revista Fans em suas 32 páginas, trazia os mais diversos assuntos relacionados ao mundo da música, fofocas, quadrinhos, lançamentos dos discos de vinil, parada de sucessos, e também matérias curtas sobre Cinema e televisão. Sempre no centro da revista, um poster especial em cores: Rolling Stones nesta edição. Comparando com publicações do gênero aqui no Brasil, Fans é parecida com a espetacular e saudosa Revista do Rock, e sua co-irmã, Revista do Rádio. Fans tinha periodicidade semanal, assim como Tv Guia, Revista InTerValo, etc. Foram publicadas 126 edições entre 1965 e 1967, sem contar com as edições extras ou especiais, sendo até hoje relembrada com carinho pelos fãs do pop e o iê-iê-iê espanhol, abrangendo também na época, o apogeu dos grupos britânicos.













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GIBIS ANTIGOS (CLASSIC COMICS / VINTAGE CHILDREN'S BOOK) - COLEÇÃO LIVROS ENCANTADORES (A LITLLE GOLDEN BOOK / TOP TOP TALES) / ZÉ COLMÉIA E AS CESTAS DE PIQUENIQUE (YOGI BEAR NO PICNIC 1961) - 1964 EMPRESA GRÁFICA O CRUZEIRO S.A. (WESTERN PRINTING LITHOGRAPHING COMPANY / WHITMAN PUBLISHING / GOLDEN PRESS)


COLEÇÃO LIVROS ENCANTADORES (A LITLLE GOLDEN BOOK / TOP TOP TALES) / ZÉ COLMÉIA E AS CESTAS DE PIQUENIQUE (YOGI BEAR NO PICNIC 1961) - 1964 EMPRESA GRÁFICA O CRUZEIRO S.A. / Na tradução literal seria "Os Pequenos Livros de Ouro", famosa série de pequenos livros direcionados ao público infantil trazendo textos de forma didática e ilustrações de clássicos personagens da literatura infantil, dos desenhos animados e dos quadrinhos. No Brasil, as editoras "O Cruzeiro", e "Melhoramentos" saíram na frente na época, licenciados vários títulos que obtiveram uma grande vendagem no país, devido aos personagens já serem conhecidos das crianças através dos quadrinhos, da literatura e da exibição dos desenhos animados na Tv. Hoje em dia, é raro conseguir esses livrinhos em formato quadrado de capa dura reforçada. Não sei se ainda hoje no Brasil, uma boa caçada em sebos de grandes centros comerciais, ainda seja possível encontrar alguns exemplares, Nos Estados Unidos e Reino Unido, é comum encontrar essa raridades ainda em suas edições originais. A série originou com Simon & Schuster, em Racine (Wisconsin), e impressos através da Western Publishing / Golden Press. A "Penguin Random House" foi a  última a publicar os livros anos atrás, embora os clássicos dos anos 50, 60 e 70 são considerados até hoje, como o marco da publicação infantil americana. Sempre composto entre 20 e 32 páginas apenas, era o suficiente para entreter, e auxiliar na leitura e acompanhamento das ilustrações.   







                                                
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sexta-feira, 21 de abril de 2017

SELEÇÕES JUVENIS - O HOMEM MOSCA (ADVENTURES OF THE FLY / FLY-MAN) Nº 02 - 1965 EDITORA LA SELVA (ARCHIE COMICS PUBLICTAIONS, INC.)


SELEÇÕES JUVENIS - O HOMEM MOSCA  (ADVENTURES OF THE FLY / FLY-MAN) Nº 02 - 1965 EDITORA LA SELVA (ARCHIE COMICS PUBLICTAIONS, INC.) / O Homem-Mosca é um garoto órfão chamado de Tommy Troy que encontra um anel mágico. Quando ele manuseia e diz a frase "Eu quero ser o Mosca", ele se transforma num adulto com todos os poderes do mundo dos insetos. De acordo com Joe Simon, as raízes do personagem datam de meados dos anos 50, quando ele e um escritor chamado Jack Oleck vieram com a idéia de um "Silver Spider" (Aranha Prateada). Os dois teriam levado a idéia a um velho parceiro, C. C. Beck (um dos criadores do "Capitão Marvel") e, juntos, os três criaram um personagem que primeiro foi chamado de "Spiderman" e, depois, "Silver Spider". A nova figura teria sido oferecida à editora Harvey Comics (a editora do "Gasparzinho"), que a recusara. Anos depois, no final dos anos 50, quando Simon voltou a trabalhar com Kirby, apresentou ao amigo o antigo material do "Silver Spider". A dupla então o transformou num novo personagem, "O Homem-Mosca" ("The Fly") e ofereceu à editora Archie Comics, que procurava por novos personagens. Assim, com um novo visual e nome modificado, o ex-Silver Spider, agora Homem-Mosca, fez sua estréia em 1959. Simon e Kirby, no entanto, só produziram os quatro primeiros números (o restante foi feito pelo "staff" da Archie). E mais tarde, Kirby usou o conceito do Homem-Mosca para criar um novo herói, o "Homem-Aranha" (1962), desta vez para a editora Marvel. Mas o editor daquela editora, Stan Lee, ciente que aquele Homem-Aranha era muito parecido com o Mosca, rejeitou os esboços de Kirby. Stan entregou o projeto do Aranha para outro artista, Steve Ditko que, através de uma sinopse ("plot") de Lee, concebeu o famoso aracnídeo como conhecemos hoje. Em 1965, houve uma mudança no Homem-Mosca. Procurando capitalizar o sucesso do "Homem-Aranha" e de outros heróis da Marvel, a Archie contratou Jerry Siegel (um dos criadores do Superman) para imitar o estilo da concorrente. A idéia era o Mosca participar das revistas dos outros heróis da Archie e vice-versa, formando assim um universo coeso de super-heróis da editora (batizado como "The Mighty Crusaders"). Para a tarefa, Siegel contou com os com desenhos de Paul Reinman (ex-desenhista da Marvel) e Mike Sekowsky. Como resultado, o nome original do Homem-Mosca foi mudado de "The Fly" para "Fly-Man" (como "Spider-Man") que, a rigor, era o nome de um antigo super-herói da Harvey, de 1941. Mas, no ano seguinte, 1966, com a estréia da série de TV "Batman", os heróis da Archie começaram a seguir também aquele estilo "camp" do programa. A experiência acabou não dando certo e a linha dos "Poderosos Crusados" foi cancelada dois anos depois, em 1967. À partir de 1983, a Archie fez tentativas de trazer seus super-heróis de volta, mas falhou de novo. Em 1991, ela resolveu licenciar o Homem-Mosca e outros de seus aventureiros uniformizados para a DC (editora de Superman e Batman) que, sob o selo "Impact", apresentou os heróis com uma nova roupagem. Os leitores torceram o nariz e a nova empreitada foi logo cancelada, com os direitos autorais retornando para Archie, que, a esta altura, estava convencida, afinal, que o que ela fazia de melhor era mesmo aqueles gibis de humor adolescente, com Arquibaldo (Archie) e sua turma. No Brasil, o Mosca foi publicado pela Editora La Selva, com 36 páginas. Quando o material americano ficou escasso, o desenhista Gedeone Malagola foi convocado pela editora para roteirizar novas histórias, com arte de Luiz Rodrigues. Apesar dos novos desenhos deixarem a desejar, a revista brasileiria durou 30 números, em 1966. Na última foto, vemos uma publicidade justamente da postagem anterior aqui no blog, Lili a Garota Atômica.












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