quinta-feira, 12 de outubro de 2017

GIBIS ANTIGOS (CLASSIC COMICS) / O TICO-TICO Nº 1995 - 1952 EDITORA S.A. O MALHO / GRÁFICA PIMENTA DE MELLO LTDA (RIO DE JANEIRO)


O TICO-TICO Nº 1995 - 1952 EDITORA S.A. O MALHO / GRÁFICA PIMENTA DE MELLO LTDA (RIO DE JANEIRO) / FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!!! 12/10 Doze de outubro é feriado do Dia das Crianças, certo? Errado. Ofi­­cialmente, 12 de outubro é feriado porque é dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A motivação do feriado, porém, é frequentemente esquecida. somente por curiosidade e para deixar aqui registrado antes da postagem principal do quadrinho de O TICO-TICO, no Brasil, o Dia das Crianças surgiu ainda na década de 1920, depois do 3º Congresso Sul-Americano da Criança, que aconteceu no Rio de Janeiro, em 1923, o deputado federal Galdino do Valle Filho decidiu aproveitar a ocasião e elaborou um projeto de lei estabelecendo a comemoração. Então, em 5 de novembro de 1924, o presidente Arthur Bernardes assinou o decreto Nº 4.867, que instituiu 12 de outubro a data oficial da festa da criança em todo o território nacional. Porém, foi apenas em meados da década de 1950 que a celebração começou mesmo a acontecer na prática. Em parceria com a Johnson & Johnson, a fábrica de brinquedos Estrela lançou a campanha “Semana do Bebê Robusto”. Com o aumento das vendas dos produtos da marca, outros empresários da área também passaram a apostar no sucesso desse dia. Assim, nos anos seguintes, a ação foi rebatizada de “Semana da Criança” e se tornou uma das principais datas comerciais do calendário brasileiro. Oficialmente, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estabeleceu 20 de novembro como o Dia das Crianças. Isso porque, nesse mesmo dia, em 1959, a instituição oficializou a Declaração dos Direitos da Criança. Entre eles, ter casa, alimentação, saúde e estudo; brincar, não sofrer abuso ou violência, ter uma família e receber amor. Incentive a leitura:Livros abrem um universo de possibilidades para uma criança. Ao redor do mundo, a comemoração acontece em diversos países, em datas diferentes e de maneiras distintas. Em Portugal, ela ocorre em 1º de junho. Na Índia, em 15 de novembro. Já na Turquia, o Dia das Crianças é em 23 de abril. Nos Estados Unidos e na Espanha, por exemplo, a data não é fixa. Ela é celebrada, respectivamente, no primeiro domingo de junho e no segundo domingo de maio. Bem, então tudo esclarecido devidamente com relação a data de hoje, vamos ao que interessa: Com 57 anos de sucesso editorial incontestável, num total de 2.097 exemplares semanais, e posteriormente mensais, além de almanaques, O Tico-Tico foi a primeira e a mais importante revista voltada para o público infanto-juvenil no Brasil. O primeiro número circulou em 11 de outubro de 1905, tendo à frente o jornalista Luís Bartolomeu de Souza e Silva, porém, idealizada pelo jornalista e caricaturista Renato de Castro, e o jornalista e também professor Manoel Bonfim. Já no ano seguinte tornou-se sucesso nacional de vendas, chegando à impressionante tiragem de 100.000 exemplares por semana. Em suas páginas podiam ser encontrados passatempos, mapas educativos, literatura juvenil e informações sobre história, ciência, artes, geografia e civismo. Fotografias e desenhos dos leitores, enigmas e concursos também eram publicados. Contudo o mais singular e pioneiro no semanário foi a publicação de histórias em quadrinhos destinadas ao público infantil no Brasil. Com dois tipos de papel, quatro páginas coloridas e as demais em branco com verde, vermelho e azul, inovações gráficas e visuais, abriu espaço para novos autores, ilustradores e desenhistas. Ao longo de sua história, teve a colaboração de importantes nomes das artes brasileiras, como Luís Sá, criador dos personagens “Bolão”, “Reco-Reco” e “Azeitona”, J. Carlos, criador de “Juquinha”, “Carrapicho” e “Lamparina”, Max Yantok, criador de “Kaximbown”, Alfredo Storni, de “Zé Macaco”, além do também genial Ângelo Agostini, que participou dos primeiros anos da revista. O formato gráfico tinha influência francesa, porém seus temas e personagens estavam ligados à afirmação de elementos da identidade nacional. Dessa forma valorizou a “mãe preta”, as figuras humildes e formas diversas de folclore regional e popular. Lendas, cantigas e contos tinham caráter educativo. O preço de capa no lançamento, 200 réis, foi mantido por quinze anos, até 1920. A partir da década de 1930, O Tico-Tico começou a publicar histórias de personagens infantis norte-americanos, como Popeye, Gato Félix e Mickey Mouse, que assim começaram a conquistar o imaginário infanto-juvenil nacional. Depois de 1939, e até os anos 1950 principalmente, a reprodução de quadrinhos norte-americanos no Brasil se intensificou, com a chegada de personagens, como o Super-Homem, ao mesmo tempo em que se estabelecia um quadro de grande concorrência, entre as editoras, visando ao público infantil. Por volta de 1960, O Tico-Tico entrou em decadência, diminuindo a periodicidade com volumes publicados mensal e depois bimestralmente, seguidos por exemplares veiculados com caráter de edições especiais, voltados para pais e professores. Sempre inovando com temas diferentes, o periódico publicou seções de "Cousas Nossas", que originou publicações semelhantes com títulos alternados, "Gavetinha do Saber"com informações objetivas e curtas do Brasil e do mundo, "Da Nossa História! com personagens significativos que se fizeram presentes na História do Brasil, entre outros. "Em 1962, O Tico-Tico, deixou de circular deixando milhares de fãs mirins, jovens e adultos órfãos de uma publicação que marcou época e toda uma geração!








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