quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

GIBIS ANTIGOS (CLASSIC COMICS) - O HOMEM DE SEIS MILHÕES DE DOLÁRES (THE SIX MILLION DOLLAR MAN) Nº 01 - 1976 EDITORA BLOCH



O HOMEM DE SEIS MILHÕES DE DOLÁRES Nº 01 - 1976 EDITORA BLOCH / Com apenas 8 edições publicadas pela Bloch, de 68 páginas coloridas, nos quadrinhos Steve Austin se aposentou mais cedo no Brasil! Ao contrário da série de Tv produzida em 1974, com 5 temporadas totalizando 99 episódios espetaculares de uma série inesquecível e que serviu de ponte para a também e não menos famosa, "A Mulher Biônica"! Ainda houve a produção de mais 6 telefilmes de longa metragem. "Steve Austin. Astronauta. Um homem semi-morto. Senhores, nós podemos reconstruí-lo. Temos a capacidade técnica para fazer o primeiro homem biônico do mundo. Steve Austin será este homem. Muito melhor do que era. Mais forte, mais rápido". Esta, era a narração inicial de abertura da série "O Homem de Seis Milhões de Dólares" que estreou no dia 18 de janeiro de 1974, há 42 anos, pela rede ABC. Aqui no Brasil, quando a Tv Bandeirantes trouxe pela primeira vez a série para ser exibida, o título era: Cyborg - O Homem de 6 Milhões de Dólares. 


A idéia de se produzir a série para a televisão, foi baseada no livro Cyborg de Martin Caidin de 1972, que se tornou um best-seller, com três sequências: Cyborg II: Operation Nuke, Cyborg III: High Crystal, e Cyborg IV. A série mesmo, foi antecedida por três filmes de televisão, de 1973. Com 50 minutos de duração cada episódio, as tramas e enredos sempre bem elaborados, despertavam a atenção do público telespectador, algo que na época de seu lançamento, nos anos 70, bateu recordes de audiência, e aqui no Brasil, a mesma coisa. Esta série foi a responsável por dar origem (spin off) à série da "Mulher Biônica", ou The Bionic Woman. A idéia da "mulher biônica" apareceu em 1975, num episódio de duas partes chamado "The Bionic Woman". Nele, aparece a personagem de Jaime Sommers, uma jogadora de tênis profissional e de antigo interesse amoroso em Steve,  e que também, sofreu o mesmo tipo de cirurgia de implantes biônicos, após ter se acidentado em uma queda de para-quedas. Seus implantes eram similares a de Steve, mas na história falham e ela morre. Com a popularidade da personagem, ela foi revivida na temporada seguinte (por intermédio da criogenia), ganhando em 1978 sua própria série. 




O coronel e ex-astronauta Steve Austin trabalha como agente de campo para a OSI - sigla usualmente identificada como Office Scientific Intelligence (algo como Departamento de Inteligência Científica). Ele começou ali depois de ter sofrido um acidente (mostrado na abertura do seriado) com um avião Northrop M2-F2 (embora num episódio "The Deadly Replay", tenha sido feito referência a um Northrop HL-10). Foram usados fotogramas originais da NASA de um acidente real de 1967 com o piloto Bruce Peterson. No episódio de abertura da série "Population Zero", foi introduzido um novo elemento: a voz de Oscar Goldman narrando a criação do homem biônico. No acidente, Steve fica severamente ferido, tendo sido reconstruído em uma cirurgia experimental que custou seis milhões de dólares. Assim, seu braço direito, suas pernas e seu olho esquerdo destroçados no acidente, foram substituídos por implantes chamados de "biônicos", na época um termo ainda novo de ser usado e adotado por todos. 



Com isso, ele passou a ter sua força e visão ampliada algo em torno de um zoom de 20 por um, em uma corrida, chegou a registrar 90 quilômetros por hora, fazendo com que todos os implantes em seu novo corpo, tivessem que passar por um processo de adaptação, e vice-versa. Sendo baseado em um livro, claro que ouve algumas adaptações a serem feitas para ficar mais interessante para a televisão, essa adaptação do livro  foi feita por Howard Rodman (com o pseudônimo de Henri Simoun). Indicado para o prêmio Hugo (Hugo Award). Na história do filme, Steve é um astronauta civil e não oficial da Força Aérea. O filme introduziu os sons eletrônicos característicos da série, a corrida em câmera lenta (slow motion), para simular o efeito contrário (provavelmente inspirado nas cenas de ação de Kung Fu), ou seja, a velocidade. No filme aparece também o personagem de Oscar Goldman (chamado de Oliver Spencer, interpretado por Darren McGavin), o supervisor de Steve da organização. O líder do projeto dos implantes biônicos era o Dr. Rudy Wells (Martin Balsam). Em outras ocasiões o cientista seria interpretado por Alan Oppenheimer e Martin E. Brooks. 

Dos implantes, vale ressaltar novamente, o olho biônico equipado com uma lente com zoom, que ampliava a visão normal em 20 vezes e também permitia enxergar à noite. O letreiro de 20.2:1 foi conseguido por computação gráfica e usado na abertura. No texto original de Caidin, o olho de Steve, era uma câmera comum, que ele podia remover após o uso, tornando-se cego do lado esquerdo. Mais tarde, o olho ganhou a habilidade de emitir raios laser (esta habilidade foi mostrada na primeira revista em quadrinhos The Six Million Dollar Man, publicada lá fora pela Charlton Comics, e no Brasil, primeiramente a Bloch saiu na frente com 8 edições em 1976, como postado logo acima, o primeiro exemplar, mas esse efeito não aparece na série)  Pela EBAL, apenas 6 edições foram publicadas em 1979. As pernas biônicas, permitiam correr pelo menos 90 quilômetros por hora, o braço biônico, que além de aumentar a força de Steve, o braço era equipado com um contador Geiger (introduzido no episódio The Last of the Fourth of Julys). Os implantes às vezes, podem falhar sob frio intenso, mas retomam as funcionalidades na temperatura ambiente. Quando as cenas em que Steve, usava seus implantes, imediatamente eram ouvidos, os sons eletrônicos característicos da série e que se tornaram a novidade da época. 


Retornando ao gibi, deixarei um texto interessante de um dos maiores colecionadores do país, de gibis da Marvel: "O lado bom da Bloch foi a coragem de lançar tantos títulos individuais como: Vingadores, Defensores, Kazar, Drácula, Namor, etc, assim os leitores podiam comprar apenas os seus heróis preferidos e não uma revista mix com todos (como as que saíram posteriormente pela Abril, tipo Heróis da TV). Na época também passavam aqueles famosos desenhos "desanimados" da Marvel na TV , no programa do Capitão Aza, o que estimulava muito a garotada a comprar as revistas. O lado ruim da Bloch é que devido a falta de alguém com experiência, que realmente entendesse de quadrinhos na Editora, a Bloch não soube dar seguimento na  cronologia da editora anterior, a EBAL. Outros problemas da Bloch: o formatinho, que sempre destruía a arte original, a tradução ruim (com muitas gírias da época) e as cores não originais dos desenhos. Contudo, apesar disso, tenho boas lembranças dos 
gibis da Bloch pois colecionei todos na época." EU TAMBÉM!!!

Marcos de Moraes (dono da GibiMania, a maior gibiteria do Rio de Janeiro, e um dos 
maiores colecionadores de gibis Marvel do Brasil).



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