sexta-feira, 16 de outubro de 2015

DESENHOS ANTIGOS DA TV E TIRAS DE JORNAL (CLASSIC TV CARTOONS AND COMIC STRIP) - A GATINHA MANHOSA (KRAZY KAT) - 1913 GEORGE HERRIMAN


ATENÇÃO - NO FINAL DESTA MATÉRIA, ASSISTA A 1 EPISÓDIO COMPLETO DO DESENHO, TELECINADO DE PELÍCULA DE 16MM, COM A DUBLAGEM CLÁSSICA PRESERVADA DESDE SUA PRIMEIRA EXIBIÇÃO NO BRASIL, NOS ANOS 60, DO ESTÚDIO AIC-SP (ARTE INDUSTRIAL E CINEMATOGRÁFICA).

A GATINHA MANHOSA (KRAZY KAT) - 1913 / Uma criação de George Herriman, os personagens de Krazy Kat, tiveram inicio em suas publicações nos jornais norte-americanos, à partir de sua criação, entre 1913 e 1944. Sua primeira aparição foi no jornal "New York Journal American" de William Randolph Hearst, tendo no próprio Hearst, seu principal incentivador durante todo o período em que ela esteve em circulação. No Brasil os quadrinhos com o personagem apareceram na revista O Tico Tico, quando foi chamado de “Gato Maluco”, e também, foi a única época em que o título foi traduzido do original, trocando-se apenas a letra "K" pelo "C", principalmente com a série de desenhos animados exibidos na televisão brasileira, o título foi rebatizado de "A Gatinha Manhosa". 



Uma mistura de surrealismo, brincadeiras inocentes e a linguagem poética de Krazy Kat, fizeram dela, a favorita dos amantes de quadrinhos e dos críticos de arte por mais de oitenta anos, mesmo porque, a criançada muito pequena, seria muito difícil compreender as mensagens que alguns roteiros apontavam. O enfoque das tiras aborda um curioso triângulo amoroso entre o seu personagem-título, um despreocupado e inocente gato, o antagonista do gato, o rato Ignatz (aqui no Brasil recebeu o nome mais óbvio, Inácio), e o protetor cão policial, o oficial Bull Pupp. Ela nutre um amor não correspondido pelo rato; mas, Ignatz despreza Krazy e constantemente atira um tijolo à cabeça de Krazy, o que Krazy interpreta como um sinal de afeto. O oficial Pupp, como o defensor da lei e da ordem no condado de Coconino, toma como sua firme missão interferir nos planos de lançamento de tijolos de Ignatz e tranca o rato na cadeia do condado quase sempre, tanto nos quadrinhos, como no desenho animado. 



Apesar da simplicidade da comédia apresentada, foi a caracterização detalhada, combinada com a criatividade visual e verbal de Herriman, que fizeram de Krazy Kat um dos primeiros quadrinhos a ser amplamente elogiado por intelectuais e tratado como uma arte séria. Gilbert Seldes, um notável crítico de arte da época, escreveu um longo artigo para as tiras em 1924, chamando-lhe “a mais engraçada, fantástica e satisfatória obra de arte produzida na América hoje”. O famoso poeta E. E. Cummings, como outro admirador de Herriman, escreveu a introdução à primeira edição publicada em formato de livro. Nos anos posteriores, muitos cartunistas modernos têm citado Krazy Kat como uma grande influência em seus trabalhos. Invertendo todos os valores do lugar comum em que o cão é inimigo do gato, que por sua vez é inimigo do rato, Herriman através desse curioso triângulo amoroso, conseguiu deixar as tiras e a situação, bem humoradas. 



Uma gata apaixonada por um rato, que não compreende este amor e responde com tijoladas, fazendo dessas tijoladas, uma interpretação dessas agressões, como gestos de amor, e derrete-se cada vez mais por Ignatz. Ao cão, apaixonado pela gata mas não correspondido, só resta o prazer de fazer valer o seu papel de autoridade policial e sempre que tem oportunidade, adora prender o rato. Polêmico esse tema, o sexo de Krazy Kat sempre foi uma incógnita, às vezes assumidamente macho, por outras declaradamente fêmea, na maior parte do tempo comportava-se andróginamente, o que só contribuía para o escândalo e confusão na época da sua publicação. Nem mesmo o nome ou a espécie de Krazy Kat estão acima de suspeitas, já que ele próprio (ela própria?) diz enigmaticamente numa tira a Ignatz: não sou Kat nem sou Krazy, sou o que está por trás de mim. 



Este tipo de diálogo, aparece freqüentemente na história, juntamente com uma grafia inteligente, que tenta reproduzir os sons e as expressões da gíria americana da época. Em 1935, a edição de Domingo de Krazy Kat foi publicada em cores. Apesar do número de jornais que a publicavam ter diminuído naquela última década, Herriman continuou a desenhar Krazy Kat, criando cerca de 3.000 cartoons, até a sua morte em 1944. quando Hearst, cancelou imediatamente a publicação das tiras, após a morte do artista, porque, contrariamente à prática comum naquele tempo, ele não queria ver um novo cartunista ocupando o seu lugar. A primeira coleção Krazy Kat, publicada por Henry Holt & Co. em 1946, apenas dois anos depois da morte de Herriman, continha 200 tiras selecionadas. Na Europa, os cartoons foram pela primeira vez reimpressos em 1965 pela revista italiana Linus, e apareceu nas páginas da revista mensal francesa Charlie Mensuel, estreando em 1970. 


Em 1969, Grosset & Dunlap produziu uma única coleção de capa dura de episódios e sequências selecionadas abrangendo todo o período de circulação dessas tiras. A neerlandesa Real Free Press publicou cinco edições de “Krazy Kat Komix” em 1975, contendo algumas centenas de tiras cada uma; as capas da cada edição foram desenhadas por Joost Swarte. Contudo, devido à dificuldade apresentada pelas cópias de baixa qualidade feitas à partir dos jornais originais, nenhuma outra coleção de Krazy Kat surgiu até a década de 1980. Todas as tiras de Domingo de 1916 a 1924 foram reimpressas pela Eclipse Comics em cooperação com a Turtle Island Press. A intenção era a de reimprimir toda a série dos Domingos de Krazy Kat, porém este plano teve de ser abandonado quando a Eclipse abandonou os negócios em 1992. Iniciando em 2002, a Fantagraphics Books retomou a reimpressão das tiras de Domingo de Krazy Kat a partir de onde a Eclipse havia parado. 


A Fantagraphics lançou nove edições até a presente data, com mais uma em fase de acabamento, desenhadas por Chris Ware. A companhia tem planos de continuar até que todas as tiras até o final de 1944 tenham sido reimpressas, e depois iniciar a reedição, no mesmo formato, das tiras anteriormente impressas pela Eclipse. Tanto as reimpressões da Eclipse quanto da Fantagraphics incluem raridades adicionais tais como os cartoons mais antigos de George Herriman anteriores a Krazy Kat. Kitchen Sink Press, em associação com Remco Worldservice Books, reimprimiram dois volume em cores das tiras de Domingo de 1935 a 1937; mas assim como a Eclipse, eles tiveram que abandonar o projeto antes mesmo de terminar as séries. As tiras diárias de 1921 a 1923 foram reimpressas pela Pacific Comics Club. As revistas de 1922 e 1923 deixaram de fora um pequeno número de tiras, que agora estão sendo reimpressas na Comics Revue. A Comics Revue tem também publicado todas as tiras diárias de 8 de Setembro de 1930 até 31 de Dezembro de 1934. 


A Fantagraphics lançou uma única reedição das tiras diárias das décadas de 1910 e 1920 em 2007. Publicações isoladas das tiras semanais e as de Domingo têm aparecido em várias coleções, ao redor do mundo, incluindo as da revista Grosset & Dunlap reimpressas pela Nostalgia Press, mas a mais completa coleção disponível de quadrinhos, abrangendo todo o período de circulação das tiras é encontrada na Krazy Kat: The Comic Art of George Herriman, publicada pela Harry N. Abrams, Inc. em 1986. Ela inclui uma biografia detalhada de Herriman e é atualmente a única revista impressa a republicar as tiras de Krazy Kat após 1940. Apesar de conter mais de 200 tiras, incluindo muitas coloridas de Domingo, ela é fraca em materiais de 1923 a 1937.

ATENÇÃO - ASSISTA LOGO ABAIXO, A 1 EPISÓDIO COMPLETO DO DESENHO, TELECINADO DE PELÍCULA DE 16MM, COM A DUBLAGEM CLÁSSICA PRESERVADA DESDE SUA PRIMEIRA EXIBIÇÃO NO BRASIL, NOS ANOS 60, DO ESTÚDIO AIC-SP (ARTE INDUSTRIAL E CINEMATOGRÁFICA).

(clique abaixo no link texto para assistir 1 episódio completo de A GATINHA MANHOSA, dublagem antiga da AIC-SP)




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