sábado, 7 de outubro de 2017

GIBIS ANTIGOS (CLASSIC COMICS) - FLECHA LIGEIRA (STRAIGHT ARROW) Nº 53 - 1958 RIO GRÁFICA EDITORA


FLECHA LIGEIRA (STRAIGHT ARROW) Nº 53 - 1958 RIO GRÁFICA EDITORA / Totalizando 119 edições publicadas pela rio Gráfica Editora, e 12 almanaques, Flecha Ligeira ou no original Straight Arrow, foi um dos muitos heróis que iniciaram no rádio para posteriormente fazerem sucesso nos quadrinhos. Dirigido para crianças, o programa radiofônico foi transmitido pela Mutual Network de 1949 a 1951, patrocinado pela Nabisco. A idéia veio do clichê do homem branco criado por índios selvagens. No caso, Steve Adams, um rancheiro criado por comanches que, após a Guerra Civil, se transformava num feroz índio quando surgia encrenca, sempre cavalgando um cavalo palomino (raça de pelo claro e crista branca) chamado Fúria (Fury). Fury foi também uma série produzida para a televisão sobre um cavalo negro e sua amizade com um garoto. Com o programa consolidado e fazendo sucesso, o próximo foi transformar Flecha Ligeira num personagem de quadrinhos. Foi feito então um contrato entre a Nabisco, a editora Magazine Enterprises (ME) e o distribuidor Bell, com a Nabisco como proprietária do personagem, e a editora como produtora das HQs e o terceiro como distribuidor dos quadrinhos para os jornais. Na versão dos gibis da ME, que estreou em 1950, Flecha Ligeira era desenhado por Fred Meagher. Mesmo após o fim da série radiofônica, o gibi continuou, tornando a figura daquele herói índio ainda mais popular entre os leitores de quadrinhos. A ME também designou dois de seus artistas, Joe Certa e John Belfi, para desenhar os quadrinhos das tiras de jornais. Joe Certa fazia os desenhos principais, enquanto Belfi fazia o cenário. Essas tiras diárias em preto e branco eram editadas por Ray Krank e escritas por Gardner Fox (estes dois também vindos dos quadros da ME), que assinavam com o pseudônimo conjunto de “Ray Gardner”. Mas a tira diária de Flecha Ligeira não durou muito, sendo cancelada um ano depois. A estréia de Flecha Ligeira no Brasil, ocorreu no quadrinho "Novo Globo Juvenil" que publicou as tiras iniciais de Flecha Ligeira, a partir do nº 2009 de janeiro de 1951 (aventura inicial com o título "O Tesouro das Serras"). O herói foi lançado em uma revista própria pela mesma editora (RGE) no ano de 1953, tornando-se mleitura obrigaoria entre os jovens na época, já que o mocinho era um índio, algo até então, diferente dos roteiros de filmes e desenhos da época. E assim como aconteceu com o Cavaleiro Negro (Black Rider), quando seu material original acabou, houve uma continuidade com artistas brasileiros, como Evaldo Oliveira, José Menezes e Walmir Amaral. Nos anos 80, a Editora Vecchi publicou algumas histórias do Flecha Ligeira na revista "Histórias do Faroeste". Vale ressaltar de que também houve uma série de televisão, denominada aqui no Brasil, de Águia Brava (Brave Eagle) - JÁ PUBLICADO NO BLOG, estrelada por Keith Larsen, protagonizada no papel de mocinho, pelo pele vermelha. 







F  I  M