sexta-feira, 21 de abril de 2017

SELEÇÕES JUVENIS - O HOMEM MOSCA (ADVENTURES OF THE FLY / FLY-MAN) Nº 02 - 1965 EDITORA LA SELVA (ARCHIE COMICS PUBLICTAIONS, INC.)


SELEÇÕES JUVENIS - O HOMEM MOSCA  (ADVENTURES OF THE FLY / FLY-MAN) Nº 02 - 1965 EDITORA LA SELVA (ARCHIE COMICS PUBLICTAIONS, INC.) / O Homem-Mosca é um garoto órfão chamado de Tommy Troy que encontra um anel mágico. Quando ele manuseia e diz a frase "Eu quero ser o Mosca", ele se transforma num adulto com todos os poderes do mundo dos insetos. De acordo com Joe Simon, as raízes do personagem datam de meados dos anos 50, quando ele e um escritor chamado Jack Oleck vieram com a idéia de um "Silver Spider" (Aranha Prateada). Os dois teriam levado a idéia a um velho parceiro, C. C. Beck (um dos criadores do "Capitão Marvel") e, juntos, os três criaram um personagem que primeiro foi chamado de "Spiderman" e, depois, "Silver Spider". A nova figura teria sido oferecida à editora Harvey Comics (a editora do "Gasparzinho"), que a recusara. Anos depois, no final dos anos 50, quando Simon voltou a trabalhar com Kirby, apresentou ao amigo o antigo material do "Silver Spider". A dupla então o transformou num novo personagem, "O Homem-Mosca" ("The Fly") e ofereceu à editora Archie Comics, que procurava por novos personagens. Assim, com um novo visual e nome modificado, o ex-Silver Spider, agora Homem-Mosca, fez sua estréia em 1959. Simon e Kirby, no entanto, só produziram os quatro primeiros números (o restante foi feito pelo "staff" da Archie). E mais tarde, Kirby usou o conceito do Homem-Mosca para criar um novo herói, o "Homem-Aranha" (1962), desta vez para a editora Marvel. Mas o editor daquela editora, Stan Lee, ciente que aquele Homem-Aranha era muito parecido com o Mosca, rejeitou os esboços de Kirby. Stan entregou o projeto do Aranha para outro artista, Steve Ditko que, através de uma sinopse ("plot") de Lee, concebeu o famoso aracnídeo como conhecemos hoje. Em 1965, houve uma mudança no Homem-Mosca. Procurando capitalizar o sucesso do "Homem-Aranha" e de outros heróis da Marvel, a Archie contratou Jerry Siegel (um dos criadores do Superman) para imitar o estilo da concorrente. A idéia era o Mosca participar das revistas dos outros heróis da Archie e vice-versa, formando assim um universo coeso de super-heróis da editora (batizado como "The Mighty Crusaders"). Para a tarefa, Siegel contou com os com desenhos de Paul Reinman (ex-desenhista da Marvel) e Mike Sekowsky. Como resultado, o nome original do Homem-Mosca foi mudado de "The Fly" para "Fly-Man" (como "Spider-Man") que, a rigor, era o nome de um antigo super-herói da Harvey, de 1941. Mas, no ano seguinte, 1966, com a estréia da série de TV "Batman", os heróis da Archie começaram a seguir também aquele estilo "camp" do programa. A experiência acabou não dando certo e a linha dos "Poderosos Crusados" foi cancelada dois anos depois, em 1967. À partir de 1983, a Archie fez tentativas de trazer seus super-heróis de volta, mas falhou de novo. Em 1991, ela resolveu licenciar o Homem-Mosca e outros de seus aventureiros uniformizados para a DC (editora de Superman e Batman) que, sob o selo "Impact", apresentou os heróis com uma nova roupagem. Os leitores torceram o nariz e a nova empreitada foi logo cancelada, com os direitos autorais retornando para Archie, que, a esta altura, estava convencida, afinal, que o que ela fazia de melhor era mesmo aqueles gibis de humor adolescente, com Arquibaldo (Archie) e sua turma. No Brasil, o Mosca foi publicado pela Editora La Selva, com 36 páginas. Quando o material americano ficou escasso, o desenhista Gedeone Malagola foi convocado pela editora para roteirizar novas histórias, com arte de Luiz Rodrigues. Apesar dos novos desenhos deixarem a desejar, a revista brasileiria durou 30 números, em 1966. Na última foto, vemos uma publicidade justamente da postagem anterior aqui no blog, Lili a Garota Atômica.












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