domingo, 18 de setembro de 2016

GIBIS ANTIGOS (CLASSIC COMICS) - ELEKTRON (THE ATOM) Nº 10 - 1968 EDITORA BRASIL-AMÉRICA (EBAL)


ELÉKTRON (THE ATOM) Nº 10 - 1968 EDITORA BRASIL-AMÉRICA (EBAL) / E agora, mais uma publicação da saudosa EBAL, com aquelas fantásticas capas de arrepiar qualquer moleque nos anos 60 e 70, pelo menos é o que eu sentia e ainda sinto quando revejo minha coleção desses clássicos inesquecíveis, muitos desses títulos, sendo lançados pela primeira vez aqui no Brasil, em publicações próprias, trazendo heróis e personagens de desenhos animados ou faroestes da televisão, além é claro, das séries de TV. É a vez de ELÉKTRON (no Brasil), ou "O  Atômico". Inclusive, Aquaman sendo sempre o herói convidado a aparecer em histórias próprias do quadrinho, ainda era chamado de "Homem Submarino". Com apenas 10 edições, Eléktron permaneceu nas bancas em sua revista própria, entre agosto de 1967, e maio de 1968. 


Um dos marcos da chamada “Era de Prata” dos gibis americanos, personagem da DC Comics. sua origem vem de um antigo herói dos anos 40, Elektron apareceu pela primeira vez no n° 34 da revista “Showcase”, com data de setembro de 1961. De acordo com Roy Thomas, foi o artista Gil Kane que sugeriu o revival do personagem dos anos 40. Tudo começou enquanto ainda fazia o seu curso de Física na Universidade lvy, Ray Palmer se dedicava ao estudo e desenvolvimento de um método para miniaturizar objetos. Suas experiências foram um fracasso, até que ele se deparou com um pedaço de uma estrela anã branca que havia caído na Terra (estrelas anãs brancas são, originalmente, maiores do que o nosso Sol, mas foram reduzidas ao tamanho da Terra.  Por isso, são muito densas em sua estrutura e têm o mesmo peso que tinham em seu tamanho original). Palmer transformou o pedaço da estrela numa lente e descobriu que, colocando-a em sua máquina redutora e fazendo passar por ela uma luz ultravioleta, conseguia encolher objetos para qualquer tamanho. Mas esses objetos tornavam-se instáveis e explodiam. Palmer levava sua lente para todo lugar, na esperança de encontrar uma resposta. A solução surgiu quando ele estava numa excursão no campo, com sua namorada Jean Loring e vários estudantes. 



Todos ficaram presos numa caverna após desabamento e Palmer arriscou a vida para salvar os companheiros. Prendeu a lente em estalactites diante de uma abertura por onde passava luz solar, e ficou debaixo dela. Combinado com a água da caverna e a química corporal de Palmer, o raio de luz deixou-o pequeno bastante para sair da caverna, voltar ao tamanho normal e conseguir ajuda para salvar os estudantes. Por algum motivo desconhecido, sua química corporal impediu que ele explodisse, como acontecera com outros objetos. Palmer logo aperfeiçoou os efeitos do raio em seu corpo e reduziu os controles da máquina encolhedora para caber em seu novo capuz, passando a se chamar Eléktron e, usando suas inusitadas habilidades de encolher, ele passou a ajudar à humanidade. Eléktron consegue encolher para qualquer tamanho, até mesmo menor que o átomo e pode usar toda a massa original de seus 82 quilos. A concentração dessa massa permite que ele dê um potente soco apesar de seu tamanho subatômico. Através de impulsos elétricos de uma linha telefônica, isso permite a ele, viajar distâncias incríveis no mesmo tempo que se leva para fazer uma ligação telefônica. Pouco depois de obter seus poderes, Palmer uniu-se à Liga da Justiça. Mais tarde, se casou. Todos os membros da Liga estavam presentes, mas sem os uniformes. Infelizmente, o casamento não deu certo e os dois divorciaram-se, causando algumas tragédias na vida do herói, até mesmo ele abandonando a carreira de herói num determinado momento. Eléktron apareceu também em diversos desenhos animados para a TV, seja como personagem principal ou convidado. Sua estréia na tela pequena se deu em 1967, quando estrelou sua própria animação, pela Filmation. 


Na versão brasileira ele foi rebatizado de “O Atômico”, nome mantido quando ele apareceu como um dos heróis do desenho da “Liga da Justiça”, naquele mesmo ano. Fundada em 18 de maio de 1945, por Adolfo Aizen, a Editora Brasil-América, mais conhecida como EBAL, foi uma das mais importantes editoras de história em quadrinhos do Brasil.  Adolfo, o "Pai das Histórias em Quadrinhos do Brasil", foi de extrema importância por difundir o gênero no país. Em seu período áureo, a editora era dirigida, também, por Paulo Adolfo Aizen e Naumin Aizen, ambos filhos de Adolfo Aizen, bem como pelo jornalista Fernando Albagli. Durante suas primeiras quatro décadas a Ebal foi uma forte influência em várias gerações de editores, artistas e leitores, contribuindo decisivamente para a estabilização das histórias em quadrinhos no Brasil. Atualmente fala-se muito do impacto das revistas em quadrinhos como uma forma de expressão artística importante no mundo atual. Mas nas décadas de 50 e 60 as críticas e os ataques por parte de setores conservadores e clericais da sociedade eram constantes, propagando que o gênero era prejudicial aos jovens. Mas Adolfo Aizen defendeu de forma ferrenha os quadrinhos em inúmeras entrevistas, artigos e campanhas, afirmando que as revistas, na realidade, estimulavam o hábito de ler, sendo de uma importância ímpar na educação. A própria trajetória da Editora Brasil-América confunde-se com a evolução da imprensa brasileira e seu impacto na sociedade.

F  I  M