segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

GIBIS ANTIGOS (CLASSIC COMICS) - ALMANAQUE MISTER MAGOO (MR. MAGOO) Nº 01 - 1978 RIO GRÁFICA EDITORA (RGE)


ALMANAQUE MISTER MAGOO Nº 01 - 1978 RIO GRÁFICA EDITORA (RGE) / A UPA, empresa que revolucionou a animação nos EUA nos anos 40/50, produziu dezenas de curtas que eram distribuídos pela Columbia Pictures, nos cinemas, intitulados “Jolly Frolics”. Em um episódio de “Jolly Frolics”, intitulado “The Ragtime Bear” (1949), apareceu o carismático Mr. Magoo, personagem que virou o carro-chefe da UPA. O estilo revolucionário da UPA mudou completamente a cara dos desenhos animados, que pararam de ter aquele estilo fofinho à la Disney, para usar um design mais moderno que influenciou todos os estúdios — inclusive Disney, que modernizou o traço. 




Consta que tudo começou naquele mesmo ano de 1949, quando o animador John Hubley não queria produzir desenhos animados com “funny animals” (animais engraçados ou bichinhos falantes) e propôs uma história à Columbia Pictures que utilizasse dois novos personagens humanos: Quincy Magoo e seu sobrinho Valdo. A distribuidora apenas concordou por que a história tinha um urso como protagonista. “The ragtime bear” foi um sucesso e o público público gostou do enredo e principalmente de Magoo, um ancião mau-humorado cujos problemas de visão (miopia) o botava nas mais divertidas enrascadas. Nos desenhos seguintes, a personalidade de Magoo foi lapidada, deixando de lado o mau-humor. Magoo foi licenciado para os quadrinhos em 1952. 




Nos anos seguintes ele apareceu em vários gibis da Dell Comics, a maioria deles em dupla com “Gerald McBoing-Boing”. Mas se a UPA era um sucesso artístico, não ia bem comercialmente. Originalmente, no acordo com a Columbia, ela tinha um orçamento para fazer cada desenho e 20% ou 25% dos direitos de cada filme. Como em todos os desenhos o orçamento era estourado, os direitos ficaram pertencendo integralmente à Columbia. Para piorar, os animadores originais foram se dispersando devido à diversas brigas e outros fatores. Era gênio demais junto pra não dar problema. Apesar disso, decidiram fazer um longa-metragem com Magoo. O projeto inicial era filmar uma versão Magoo de “Don Quixote” e pasmem, o escritor Aldous Huxley já tinha feito até um pré-roteiro. 




Mas os financiadores nunca tinham ouvido falar de “Don Quixote”, e o projeto mudou para uma versão das 1001 Noites”, só assim saindo o financiamento. “The 1001 Arabian Nights”, foi exibido no Natal de 1959. Mas o longa de Mr. Magoo foi um fracasso comercial. O único sócio remanescente dos fundadores UPA, Steve Bosustow, vendeu a empresa para o produtor Henry Saperstein pouco após a virada dos anos 60. A partir daí a carreira de Magoo virou um vexame. Os desenhos produzidos para a TV não se comparavam aos originais, e uma série de médias-metragem para TV, feitas em 1964, onde novamente Magoo se misturava com clássicos famosos não deram pra saída, já que a principal característica de Magoo, que era não enxergar direito, deixou de existir.



F  I  M