domingo, 30 de agosto de 2015

GIBIS ANTIGOS (CLASSIC COMICS) - KRIPTA (CREEPY) AS 10 PRIMEIRAS CAPAS 1976 - RIO GRÁFICA EDITORA (RGE)


KRIPTA Nº 01 / 1976 - E AS 10 PRIMEIRAS CAPAS DO BRASIL - A revista KRIPTA da RGE, Rio Gráfica Editora,  ficou marcada pela genial chamada: "Todo Dia é Sexta-Feira.... Toda Hora é Meia-Noite"!!! E essa chamada ou bordão combinava perfeitamente com o clima sobrio da revista, que misturava generos variados, como, terror, suspense, sexo, violência, demônios, fantasmas, psicopatas, monstros, alienígenas, e claro, os vampiros, que é a capa da edição nº 01! Uma revista que marcou época, entre 1976 e 1981, a edição nº 60 fechava uma era de sucesso, e cópias que vieram a seguir, e também, que surgiram na mesma éoca, para tentar a carreira de sucesso de KRIPTA. 




Vale lembrar, que várias edições especiais, e almanaques ou superalmanaques foram lançados também, tudo em nome de KRIPTA! Certamente, foi a maior referência do Terror nas bancas brasileiras, pois as edições compilavam materiais das duas melhores revistas americanas do gênero: "Eerie" e "Creepy" com histórias produzidas nos anos 60 e que somente chegaram ao Brasil com quase 10 anos de atraso. alguns roteiristas e desenhistas, apareceram pela primeira vez, através desta revista, principalmente para o leitor brasileiro, tais como: Richard Corben (famoso pela revista americana de ficção e sexo: "Heavy Metal"; Berni Wrightson ("Monstro do Pântano"); Segura & Ortiz ("Morgan"); Doug Moench & Paul Gualcy ("Mestre do Kung Fu"); Wally Wood ("Demolidor"); Jim Steranko ("Cap. América"); Steve Ditko ("Homem-Aranha"); Alex Toth ("Torpedo 1936" e vários desenhos da Hanna-Barbera), além de outros. 




Quase sempre, as histórias eram curtas, onde cabiam mais histórias num só número, claro, porém, algumas sagas se estendiam em sequências, por diversas edições, como nos seriados (é o caso de "Viajantes do Horizonte" e "Rook: o Homem que o Tempo Esqueceu"). O sucesso da "Kripta" na época foi tanto, que ela gerou várias revistas semelhantes na mesma linha e tentando repetir a fórmula. Exemplos?: "Calafrio", "Shock", "Fetiche", "3º Geração", "Mestres do Terror", "Pânico", "Dr. Corvus", "Spektro", "Histórias do Além", "Sobrenatural", "Almanaque Medo" "o selo Capitão Mistério", e outras do genero, que duraram poucas edições apenas, e logo canceladas. A própria RGE sempre que lançava uma dessas "similares", já estampava na capa um texto informando: "Kripta Apresenta" (usando o nome "Kripta" como uma espécie de selo pra ajudar nas vendas da nova revista). Além de histórias originais criadas pelos autores regulares da revista, ela também trouxe várias adaptações de clássicos já consagrados da literatura de terror e horror, incluindo uma edição especial, dedicada ao mestre Edgar Allan Poe com os quadrinhos dos contos: "Assassinatos na Rua Morgue", "A Máscara da Morte Rubra", "O Retrato Oval", "O Barril de Amontilado". 




E adaptações de outros autores famosos do calibre de H.P. Lovecraft (no conto: "Ar Frio"). Entre as histórias originais, algumas verdadeiras preciosidades da 9º arte: "Marvin - o Morto-Vivo" (que possivelmente tenha servido de inspiração pra criação do "Monstro do Pântano" e do "Homem-Coisa"); "A Noite dos Dementes"; "Lilith"; "Satana - A Filha de Satã"; "Dax - o Guerreiro", "A Múmia"; "O Apocalipse", "A Doença Lunar" e várias outras obras-primas desse segmento. Kripta teve três formatos: o inicial e melhor (24,5 x 17 cm), um pouco menor que os quadrinhos americanos, e que durou até o nº 26, valorizando os detalhes dos desenhos e diagramação. Depois foi diminuído para uma variação do nosso grande e conhecido formatinho, apenas com uma altura um pouco maior. Em seguida, adotou o formatinho propriamente dito. Aspectos e fatos que somente aqui no Brasil, e pertinente ao nosso mercado econômico, isso ocorreu. Seu último número foi o de nº 60, em junho de 1981. 




F  I  M